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terça-feira, fevereiro 12, 2019

Na brevidade do tempo


Na brevidade do tempo 
As palavras escasseiam 
E detêm-se nas memórias 
Que um dia foram raíz. 

O silêncio sussurra  
Como a água límpida do rio 
Que levemente desliza 
Nos umbrais da saudade. 

Os pássaros entoam cânticos 
Por entre nuvens azuis 
A sublimar os vestígios 
Da ausência que fere.



Ailime
12.02.2019 
Imagem Google 

quarta-feira, janeiro 30, 2019

A beleza dum dia de chuva


Leonid Afremov


A beleza dum dia de chuva 
está nas gotas de orvalho  
que salpicam as memórias 
que a minha alma guarda 

A beleza dum dia de chuva 
escoa pelas vidraças  
da janela onde a saudade 
há muito se tornou rio 

A beleza dum dia de chuva 
está nas flores que ao relento 
ficam ainda mais belas 
quando a chuva as beija de mansinho 

A beleza dum dia de chuva 
está naquele arco-íris 
que observo da minha janela 
e me colora o olhar. 

A beleza dum dia de chuva 
está quando entre um pingo e outro 
atravessamos de mãos dadas 
o chão molhado do amor. 

Texto
Ailime
Imagem Google
30.01.2019

sexta-feira, setembro 18, 2015

É no outono

É no outono que a tua memória
Reacende em mim a saudade.

O rio escorre-me nas faces
O sabor amargo do mar
Como se um barco
Transportasse nas velas
Os ecos insondáveis do tempo.

No infinito apenas a luz
E as folhas a esvoaçar
Num misterioso rodopio
Me falam do teu silêncio
Envolto num estranho vazio.

Texto
Ailime
18.09.2015
Imagem Google

domingo, julho 08, 2012

Deixa-me contar-te histórias




Deixa-me contar-te histórias
Sobre as aves mais belas do universo
E correr de novo pelas praias
Nos dias em que amanhecemos
A contemplar a beleza do mar.

Deixa-me sentir de novo
Os sorrisos e as gargalhadas
Puros como finos cristais
Oferecidos como fascínio
De inocência incólume.

Vamos folgar livremente
Pelos campos ainda bravios
Onde as flores de mil cores
Nos aguardam nos aromas
Impregnados de saudade.

Ailime
20.05.2011
Imagem da Net

segunda-feira, novembro 21, 2011

Hoje, ....lembras-te?


Hoje, em Novembro, lembras-te?
Dissemos adeus por entre gotas de orvalho,
Que escorreram horas a fio
Nas minhas faces esmorecidas,
Por onde outrora os teus beijos
Deixavam a marca do teu afecto.
Sinto-te naquela estrela luzente
Que me sorri e enlaça
Como o sol abraça,
Em cada amanhecer
O brotar de um novo dia.
E recordo-te infinitamente
No aconchego daquele canto
Da lareira flamejante,
Onde ainda ausculto o crepitar
Da chama do teu querer.

Ailime
21.11.2011
Imagem da Net

sexta-feira, maio 28, 2010

Palavras para minha avó

Nas searas do teu campo,
As papoilas vermelhas
Misturam-se agora
Com os cardos e
Outras ervas daninhas.

Gostava de colher o trigo
E encher o meu regaço com
As papoilas para te ofertar.

Espreito e não te vejo ali,
Naquele recanto
Onde nos sentávamos
A espreitar o sol posto,
Tão rubro como as papoilas.

Alime
(25.05.2010)
22h23m
Imagem cedida gentilmente pela Net