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quarta-feira, maio 10, 2017

Algo me impelia


Algo me impelia naquela jornada que parecia não ter fim.
Os meus pés eram como asas que resistiam às pedras do chão térreo
e se quedavam sobre as ervas macias que ia encontrando pelo caminho.
Os meus braços, por vezes, prendiam-se nos teus quando o meu corpo parecia sucumbir ao cansaço que quase me desfalecia.
Mas a brisa fresca e perfumada pelo rosmaninho e alecrim era como um bálsamo que me sorria e inebriava como se os obstáculos não existissem.
Eu não sabia que o meu corpo se tornaria leve e que podia voar como os pássaros e sobrevoar as lezírias onde o pão crescia verde e suculento.
Eu não sabia tantas coisas que passavam por mim a esvoaçar e que eu tentava aprisionar como se uma sede de infinito invadisse todo o meu ser e me ardesse no peito, que latejava.
Eu não sabia que aquela luz era tão forte que quase me cegava de tanto brilho.
Eu não sabia, mas no horizonte, muito ao de leve, antevia a linha da meta que, crendo, eu perseguia.


Texto
Ailime
Imagem Google
10.05.2017

sábado, março 04, 2017

No entardecer de ti


No entardecer de ti,
ouve-se o silêncio
que te fala
como se uma brisa de vento
te sussurrasse
o tempo que te é interdito.
Sombras que como asas
esvoaçam em teu redor
um corrupio de palavras
antes ousadas e leves,
hoje como que esmagadas
sob o peso do indecifrável.
Os dias entoam serenatas
que os pássaros sobrevoam
ao cair do sol-posto.


Texto e foto
Ailime
04.03.2017