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sábado, maio 25, 2024

Desassossegos



No meio dos canaviais avista-se o mar 
ali mesmo à beira da estrada.
Já lhe doem os pés, qual peregrino,
de tanto caminhar
e os olhos embaciam-se com a neblina. 
Por instantes deixa de enxergar.

Ouve as gaivotas que grasnam assustadas
prenunciando tempestade
naquele fim de tarde.

Fica em desassossego e 
e num reflexo rápido esfrega os olhos
e pode observar relâmpagos
que faíscam à sua frente.

Num casebre próximo recolhe-se
até a tempestade passar.
O cansaço é mais forte e adormece.
Quando acorda já é manhã.
No horizonte, nuvens brancas, sorriem-lhe
e retoma o seu destino.


Texto e foto
Emília Simões
25.05.2024




sábado, março 02, 2024

Que a mágoa não se apodere de ti



Que a mágoa não se apodere de ti
se nos passos incompreensíveis da vida
alguns de ti diferirem.
Porque somos muito mais
que simples objetos manipuláveis,
que alguns que se julgam insignes
pretendem asfixiar.

Acredita que os caminhos da vida
podem ser como relva abundante
nos prados verdes da primavera.
Que mais à frente há uma luz que
que para todos brilha, 
mas só alguns conseguem enxergar.

Crê no mais importante
e simples do ser,
que te constrói e revigora,
sempre que deres um passo em frente
nas linhas retas da existência.

A vida é como um sopro; 
no meio de evasivas 
há todo um manancial a cativar.


Texto
Emília Simões
02.03.2024
Imagem Google