As minhas mãos estão geladas.
Escalei até ao topo da montanha
e o frio atormentou-me
como lâminas afiadas,
que me rasgaram a pele,
os pensamentos, o olhar, as mãos.
O teclado está-me interdito.
O poema que criei
fica em suspenso, guardado
no fundo da minha alma.
Talvez, amanhã, o sol resplandeça
e com o calor me conforte
e liberte desta inércia.
É que numa longa noite escura,
também há luz.
Texto e foto
Emília Simões
10.01.2026
Emília Simões
10.01.2026

