Não ouço a voz do vento, nem o murmúrio do mar;
caminho, em silêncio, dentro do meu pensamento.
Os algozes do mundo continuam desenfreados,
ignorando o infortúnio dos que vivem à mercê
dos seus intentos perversos.
No meu rosto escorre o sal,
que me salga e me greta os lábios
a cada arremesso que vai destruindo
o coração da humanidade.
Sigo, em silêncio, sem destino.
Será que algum dia surgirá, no horizonte,
um sinal definitivo de paz?
Continuo a caminhar em silêncio,
sob um sol atroz, por entre pedras e cardos
que me ferem os pés.
Ao longe, parece-me ouvir um hino à paz!
Como no deserto, deve ser uma miragem.
Começo a cantar... Pura ilusão.
O sol cada vez queima mais
e o meu pensamento divaga
num mar de ilusões que me transtorna.
A minha fé,
a minha esperança,
onde estão?
Texto
Emília Simões
08.08.2026
Sem comentários:
Enviar um comentário
«Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar».C.L.