sábado, agosto 08, 2026

Uma ligeira névoa...

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Uma ligeira névoa tolda-me o olhar!
Não ouço a voz do vento, nem o murmúrio do mar;
caminho, em silêncio, dentro do meu pensamento.

Os algozes do mundo continuam desenfreados,
ignorando o infortúnio dos que vivem à mercê
dos seus intentos perversos.

No meu rosto escorre o sal,
que me salga e me greta os lábios
a cada arremesso que vai destruindo
o coração da humanidade.

Sigo, em silêncio, sem destino.
Será que algum dia surgirá, no horizonte,
um sinal definitivo de paz?

Continuo a caminhar em silêncio,
sob um sol atroz, por entre pedras e cardos
que me ferem os pés.

Ao longe, parece-me ouvir um hino à paz!
Como no deserto, deve ser uma miragem.
Começo a cantar... Pura ilusão.

O sol cada vez queima mais
e o meu pensamento divaga
num mar de ilusões que me transtorna.

A minha fé,
a minha esperança,
onde estão?


Texto 
Emília Simões
08.08.2026


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Depende de quando e como você me vê passar».C.L.