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sábado, junho 02, 2018

Ainda há pouco a madrugada



Ainda há pouco a madrugada
me nascia nos olhos as cores do sol-nado.
O rio, límpido, como hoje não é
sorria nas margens o silêncio das águas
que, profundas, corriam ao sabor do vento
que as ondeava como searas a balouçar
na lezíria, ainda adormecida pelo orvalho da noite.
Ao entardecer, que surgia de mansinho,
o meu rosto, baço, como vidro cendrado
aquietava-se, como se a beleza do sol-posto
fosse apenas uma quimera.



Poema
Ailime
02.05.2018
Imagem Google

sábado, março 30, 2013

As paredes brancas



As paredes brancas reflectiam
O rosto profundo e circunspecto
Que se transmutava
Nos vidros baços da janela
Que te cingiam a cintura

Lá fora os pássaros
Cantavam madrugadas
De sonhos azuis
Nos céus jamais imaginados

A luz das sombras
Soltou um rastro e projectou
Numa primavera distante
O sol que te adormecera
No colo.

Ailime
30.03.2013
Imagem Google
(Desconheço o autor)

quarta-feira, setembro 12, 2012

Observo-te


Observo-te nas paredes nuas e frias
Do quarto
Onde nem sequer a luz
Te abraça a solidão.

A tua alma sangra a dor
Pela vida espinhosa
De suor e lágrimas
Que ninguém aliviou.

E no teu rosto sulcado pelo sal
(Por mil prantos que já esqueceste)
Enxergo um sorriso ténue
Envolvido em amor
Que te ilumina o semblante
E me aponta o caminho.

Ailime
12.09.2012
Imagem da Net