Ao acordar não vislumbro a poesia
e observo as flores da minha varanda.
Flores modestas que, naquele recanto,
são o meu pequeno jardim.
Nelas me revejo
na alegria com que me devolvem o olhar.
Será poesia?
Ou pura fantasia?
Afago-as com ternura
e sorrio.
Talvez a vida seja mais simples
quando aprendemos a encontrar perto
o que nos faz felizes.
Há tanto à nossa volta
que alegra e deslumbra,
porque na simplicidade
o belo encontra morada.
A poesia pode habitar
numa simples flor,
por vezes esquecida num canto,
mas que, no instante certo,
desabrocha,
corre nas veias,
acende o sangue,
reluz em nós
e abre caminhos.
Texto e foto
Emília Simões
Emília Simões
06.06.2026