A raiz ignora
que sustenta a árvore.
As folhas,
sem saber porquê,
entregam-se ao vento
e, sobre o rio,
vão como barcos
à deriva suave,
tocadas por brisas leves
nas tardes amenas de verão.
Nas margens azuis,
onde os seixos
brilham ao sol,
há uma primavera suspensa
nas neblinas verdes,
espelhadas na corrente
do rio
que passa indiferente
à luz
e ao tempo.
Emília Simões
11.04.2026
(Estarei ausente durante uma semana)
