Os meus olhos vagueiam perdidos
na penumbra dos dias em que
a claridade se ausenta
de mentes que não enxergam horizontes
de justiça, lealdade e amor.
Nas águas do mar embrenho-me
para dissimular o sal
que me escorre do rosto,
numa mistura límpida,
purificando os ruídos que me perturbam
os sentidos e a razão.
Um silêncio inquietante
roça-me os passos
e a voz atrofia-se
num gesto desumano.
Quando irromperá a luz
no coração de quem ignora
os caminhos da paz?
Texto
Emília Simões
14.03.2026


