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Olho o céu e observo-te para lá das nuvens.
Uma luz suave infunde em mim a saudade.
Não ouço a tua voz, mas leio as palavras que deixaste,
plenas de amor e humanidade,
que me deixaram profundamente comovida.
Tento respirar e sentir-te na primavera
que não chegaste a completar.
Um travo amargo percorre o meu pensamento,
porque um amigo que se perde é um pedaço de vida
que se esvai, mas cuja memória fica guardada
para sempre, no mais recôndito do ser.
Há uma presença discreta que persiste,
como um eco que o tempo não apaga.
Por vezes detenho-me
em memórias,
em memórias,
breves,
não apenas no céu que observo,
mas naquilo que, sem ruído,
permanece.
não apenas no céu que observo,
mas naquilo que, sem ruído,
permanece.
Texto
Emília Simões
21.03.2026
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«Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar».C.L.