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sábado, novembro 25, 2023

No meu canto



No meu canto escrevo uma palavra, 

depois outra e ainda outra.

Que pretendem meus dedos expressar

quando seguram a caneta e ela desliza

lentamente, como a desenhar um poema

que nem sequer está esboçado?

Deixo que gotas de tinta escorram

e molhem o papel e nesse borrão

eu tenha esculpido algo

que se assemelhe a poesia.

Tal como o pintor, quando na tela

deixa que as tintas se esbatam 

e formem a sua inspiração contida.

A tinta secou, olho-a incrédula!   

Nada restou e o poema não aconteceu.


Texto
Ailime
25.11.2023
Imagem Google