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domingo, abril 16, 2017

A claridade


Na singularidade da existência
Movo-me por entre muros
Que me asfixiam os passos
Em apertadas veredas,
Num rumar algo imperfeito.

Descubro sóis para além das ameias
Dos muros que me cerceiam
E aprisiono a luz filtrada pelas sombras
(Das velhas árvores envolventes).

E deixo que a claridade me cinja
Num prenúncio de renovação. 

Texto
Ailime
18.04.2012

(Reposição)
Imagem Google

quarta-feira, novembro 30, 2016

Dualismo

 

Há um dualismo nos teus olhos
e no esboçar do teu sorriso
que jamais alcançarei.
Como névoa fria retrais-te
num raio de sol libertas-te
numa sombra escondes-te
como se houvesse muros
a impedir-te os movimentos,
a razão, o olhar, o querer.
O silêncio é o teu cúmplice
no torpor instintivo
que te impede a claridade.



Texto
Ailime
Imagem Google
30.11.2016


domingo, fevereiro 28, 2016

Esvoaço numa asa de vento


Esvoaço numa asa de vento
e deixo que os meus cabelos
se transfigurem
como ondas a beijar a praia
quando o silêncio das marés
esboça ao pôr do sol
a imagem do anoitecer.
Por entre os meus dedos vacilantes
deixo que a espuma das águas
escorra a claridade das nuvens
que esculpem no  infinito
a finitude dos mares.

Texto
Ailime
Imagem Google
28.02.2016

domingo, novembro 07, 2010

Poesia de Sophia

O jardim e a casa

«Não se perdeu nenhuma coisa em mim.
Continuam as noites e os poentes
Que escorreram na casa e no jardim,
Continuam as vozes diferentes
Que intactas no meu ser estão suspensas.
Trago o terror e trago a claridade,
E através de todas as presenças
Caminho para a única unidade. »

De: Sophia de Mello Breyner Andresen

Imagem cedidda pela Net
Ailime
07.11.2010