Mostrar mensagens com a etiqueta chuva. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta chuva. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, janeiro 30, 2019

A beleza dum dia de chuva


Leonid Afremov


A beleza dum dia de chuva 
está nas gotas de orvalho  
que salpicam as memórias 
que a minha alma guarda 

A beleza dum dia de chuva 
escoa pelas vidraças  
da janela onde a saudade 
há muito se tornou rio 

A beleza dum dia de chuva 
está nas flores que ao relento 
ficam ainda mais belas 
quando a chuva as beija de mansinho 

A beleza dum dia de chuva 
está naquele arco-íris 
que observo da minha janela 
e me colora o olhar. 

A beleza dum dia de chuva 
está quando entre um pingo e outro 
atravessamos de mãos dadas 
o chão molhado do amor. 

Texto
Ailime
Imagem Google
30.01.2019

domingo, outubro 14, 2018

Trago nos lábios a palavra outono

Foto de Manuel Luís Simões

Trago nos lábios a palavra outono 
como folha alagada pela chuva 
que como pétalas cai com placidez 
a envolver-nos docemente o corpo 
que alastra em voos improváveis 
sobre o chão alado que pisamos. 

Nessas horas tardias 
prendemos o pôr do sol com a voz 
rasgamos o horizonte com o olhar 
que nos incendeia os dedos 
deslizar como riachos     
no silêncio dnosso outono.




Texto 
Ailime
14.10.2018

quarta-feira, fevereiro 28, 2018

Não fora a chuva

Foto de  Alexandre  Mansur



Não fora a chuva
que livremente beija o solo
os meus olhos estariam secos
como as estepes ou as planícies
onde o orvalho não cabe.
Uma sede intensa
percorre-me os lábios
e adentra-se na alma
como se buscasse
um poço de águas profundas
livres e transparentes
como as gotas da chuva.


Texto 
Ailime
Imagem Google
28.02.2018


quinta-feira, julho 06, 2017

No silêncio da manhã

Leonid Afremov

No silêncio da manhã
o cair da chuva
atenua os raios do sol
que timidamente persistem em luzir
para perfumar o dia
com as cores da alvorada.
No horizonte
um arco-íris pinta no firmamento
a alegoria do silêncio
a venerar a manhã.


Texto e foto
Ailime
06.07.2017

domingo, dezembro 02, 2012

As sombras do Outono



As sombras do outono
Divagam no silêncio das folhas
Caídas e dispersas
No chão da calçada,
Corroído pelas intempéries
Voláteis do tempo.

E enquanto o inverno
Não as aprisionar
Numa gota de chuva balsâmica
Deixam-se envolver
Pela luz do entardecer.



Ailime
02.12.2012
Imagem da Net

domingo, março 06, 2011

Uma ténue luz


Quando se conjugam os astros e a chuva cai

Como bênção, lavando a terra e os homens

Que nos seus caminhos transportam pântanos

Em vidas perturbadas por intempéries,

Uma ténue luz me adverte que a Primavera

Alastrará em todo o seu esplendor.

Ailime
06.03.2011
Imagem cedida pela Net

domingo, fevereiro 13, 2011

Sinto-te na chuva

Imagem da Net
Neste mar que escorre
Por entre os meus dedos
Sinto-te na chuva
Que inunda
Os espaços
Sofridos
Da tua solidão
E fixo o olhar
Nas árvores desnudas
Como corpos esguios
De braços erguidos
Ressequidos
Famintos
Estendidos no chão
À revelia da
Iniquidade
Cega
Que finge
Que não és.

Ailime
13.02.2011
Imagem cedida pela Net