A natureza também chora.
Do seu ventre escorrem
lágrimas de rosas
quando o vento em delírio,
no seu ímpeto devastador,
arrasta rios, vales, montanhas,
tudo o que habita
o coração do homem.
lágrimas de rosas
quando o vento em delírio,
no seu ímpeto devastador,
arrasta rios, vales, montanhas,
tudo o que habita
o coração do homem.
Impávido, ele vê a sua pequenez
mergulhar no abismo
de uma noite imensa e escura.
mergulhar no abismo
de uma noite imensa e escura.
Muitas luzes se acendem.
É tempo de endireitar veredas
e vencer a indiferença.
e vencer a indiferença.
A terra clama.
A terra chora.
A terra chora.
Ninguém ouve.
Texto e foto
Emília Simões
31.01.2026
Emília Simões
31.01.2026