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terça-feira, fevereiro 12, 2019

Na brevidade do tempo


Na brevidade do tempo 
As palavras escasseiam 
E detêm-se nas memórias 
Que um dia foram raíz. 

O silêncio sussurra  
Como a água límpida do rio 
Que levemente desliza 
Nos umbrais da saudade. 

Os pássaros entoam cânticos 
Por entre nuvens azuis 
A sublimar os vestígios 
Da ausência que fere.



Ailime
12.02.2019 
Imagem Google 

quinta-feira, dezembro 20, 2018

Talvez


Talvez ainda tenha tempo de ter tempo.
Talvez as luzes não me ceguem
na vertigem dos dias que, velozes,
me tiram o tempo.
Talvez um mendigo me estenda a mão
na noite escura. 
Talvez eu passe em frente, fingindo não o ver.
Talvez eu lhe dê uma simples moeda ou
talvez o convide para a minha ceia.
Talvez o tempo não me tire a lucidez
de enxergar as névoas da noite.
Talvez ainda tenha tempo de colher uma estrela.
Talvez ainda tenha tempo de fazer um presépio.


Texto e foto
Ailime
20.12.2018

Boas festas para todos

quarta-feira, agosto 17, 2016

Rasgo o tempo


Rasgo o tempo com o olhar
e aprisiono as palavras
nos ponteiros do relógio,
que no silêncio da noite
marcam o compasso das horas.
Lentamente a insónia
apodera-se dos minutos, dos segundos,
e os meus pensamentos
em turbilhão
a perderem-se na imensidão da noite
a tolherem-me os movimentos
na cegueira que me envolve.
Acordo em sobressalto.
Um sonho, um pesadelo?
Apenas um novo dia,
um novo olhar,
uma nova esperança
na claridade da manhã
a resplandecer  no horizonte.

Texto: Ailime
Imagem Google
17.08.2016

segunda-feira, abril 18, 2016

Nas escarpas do tempo


Nas escarpas do tempo
perdi-te o rasto.
As manhãs não brilham
como naquela madrugada
em que o céu te gravou no rosto
um sorriso de esperança.

O chão que agora pisas
parece já não ser teu
e resvalas como se no teu corpo
o sorriso te pesasse nos gestos.

Querias resgatar das sombras
o sopro emudecido do alvorecer
mas as aves partiram em bandos
e na praia, deserta, apenas os búzios
entoam o hino das flores.



Texto Ailime
Foto Google
18.04.2016

segunda-feira, fevereiro 15, 2016

Nas telas invisíveis do tempo


Nas telas invisíveis do tempo
descortino palavras abrasadas
como papoulas a balouçar
os  silêncios do entardecer
em  campos de trigo maduro.

Aves em voo desenfreado
transportam nas asas do vento
prenúncios de madrugadas
suspensas em nuvens de orvalho.

No chão repousa o cansaço das memórias.

Texto e foto
Ailime
15.02.2016

sexta-feira, setembro 18, 2015

É no outono

É no outono que a tua memória
Reacende em mim a saudade.

O rio escorre-me nas faces
O sabor amargo do mar
Como se um barco
Transportasse nas velas
Os ecos insondáveis do tempo.

No infinito apenas a luz
E as folhas a esvoaçar
Num misterioso rodopio
Me falam do teu silêncio
Envolto num estranho vazio.

Texto
Ailime
18.09.2015
Imagem Google

sábado, maio 18, 2013

Nas horas dos dias


Nas horas dos dias
Ouço o contar do tempo
Que voa inexorável
Nas asas transparentes
Dos ponteiros velozes
Do relógio de pêndulo
Que na parede branca
Entoa a canção
Que me embala
No instante
E me segreda
Na distância...o infinito.


Ailime
18.05.2013
Imagem Google

domingo, maio 12, 2013

Há maresia nos sorrisos



Há maresia nos sorrisos
Névoas nos olhares
E uma enorme apatia
Aprisiona-te num espaço
Que te cerceia os movimentos

A tua voz rouca
Já não se faz ouvir
Os teus sentidos diluem-se
Nas manhãs amorfas
De um tempo que não deténs

La fora um rumor... O vento?
Ou o murmúrio do mar?
Irrompe numa melopeia
Que num amplexo de luz
Renova em ti o alento.

Ailime
12.05.2013
Imagem Google

quinta-feira, fevereiro 07, 2013

Os meus poemas



Os meus poemas não são poemas de amor,
Ou serão de amor as palavras
Que guardo incólumes no cerne de mim
Como se as tivesses proferido ontem
E jamais tivessem sido envolvidas
Nas volúpias tecidas de teias
No emaranhado do tempo, precoce.

Não, os meus poemas não são poemas de amor.
São frágeis pedaços de tempo,
Urdidos nas maresias intemporais
De madrugadas estéreis de luz
Que foram percorrendo oásis
Em longínquas praias desérticas
Submersas por oceanos dispersos.

Ailime
07.02.2013
Imagem Google

sábado, novembro 10, 2012

Viajo no tempo



Agora apenas viajo no tempo
 Das memórias que me moldaram
Na descoberta dum mundo, ilusório,
 Que ainda não alcanço.

E resvalo por entre espirais
 De águas insípidas
 Em mares revoltos
 Por tempestades
Açoitadas pelo vento.

Num espaço que não me pertence
Tento consolidar o meu sentir
Nessas evocações
Como apelo à edificação
Do futuro que é hoje.


10.11.2012
 Ailime
Imagem da Net

segunda-feira, outubro 08, 2012

Pergunto ao mar



Pergunto ao mar, 
Porque salpica os rostos
Com orvalhos de lonjura
Na escassez do tempo,
Que se arrasta
Nas lembranças
Marcadas na história
Dos ventos,
Que cedem ao tempo
E corrompem os sentidos
De vivências cristalinas.

…E o mar
Responde-me
Que  apenas afaga
A solidão e o vazio
Instalados nos olhares
Envoltos nas sombras
Desconexas da existência.

Ailime
07.10.2012
Imagem da Net



terça-feira, setembro 25, 2012

O outono



O outono rasgou o horizonte
E instalou-se nas palavras
Impressas em folhas amarelecidas
Por ténues fios de luz.

O vento dissipa-as
Rasgando as memórias
Embutidas no tempo
Que lentamente se esvai.

Resta o tom dourado
Que insiste em deter-se
Nas encostas debruadas
Por ecos imutáveis.

Ailime
25.09.2012
Imagem da Net

terça-feira, maio 15, 2012

Vertigem


Descortino no horizonte

Nuvens azuis e amarelas 

Que me falam de ti

E vigio o retorno dos ventos 

Para afastar a vertigem

Que me abala e aniquila

Em alucinante rodopio

Que molda o meu sentir

E me cerceia no espaço

Do tempo indefinido.

Ailime
14.05.2012

Imagem da Net

sábado, janeiro 28, 2012

O tempo

Nas linhas sinuosas do tempo

Movo-me por entre águas,

Quantas vezes traçadas

Em mananciais estéreis

Num torpor que me enclausura

E confina no emergir de mim.


E vislumbro nas alvoradas

Sóis que alvitram visos,

Em centelhas de luz fulgente

Prenunciando alvoreceres

Disfarçados nas neblinas

Neste despertar tardio.


Ailime
28.01.2012
Imagem da Net

quarta-feira, dezembro 28, 2011

No tempo que passa


No tempo que passa, veloz
Por entre as espigas maduras
Do trigo a dançar ao sol
Da vida, quantas vezes noite

Mas também sorrisos
Nas manhãs de Maio,
Em auroras translúcidas
Na plácida corrente do rio
De azul intenso repleto;



Que separa as margens
Que avisto da janela
Daqui, e além Tejo,

Onde a lezíria vestida de verde
Continua a afagar
A suave fragrância das manhãs,
Que se desprende das margens

A subir no éter, a evocar
O tempo que passa, veloz
Nas primícias de mim, aqui.


Desejo a todos um Feliz Ano Novo!

Ailime
28.12.2011
Imagem da Net