sábado, maio 23, 2026

Caminho

Rio Tejo

Caminho por terrenos escabrosos,
piso pedra sobre pedra,
subo montes,
desço por vales e planícies,
repouso nas margens do rio,
onde escuto a tua voz ausente
falar-me de mansinho
no murmúrio suave das águas.

Chamo-te, e não respondes.
O eco da minha voz não regressa
e uma brisa suave acaricia-me o rosto.

Apesar do silêncio que fere,
o teu nome continua indelével,
a bailar nas águas do rio.


 
Texto e foto
Emília Simões
23.05.2026



16 comentários:

  1. Lindo caminho e ao final o silêncio e brisa que te toca... beijos, ótimo domingoi! chica

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  2. Momentos de desespero.
    Um abraço.

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  3. Às vezes entramos por estes caminhos onde o silencio assombra e ofusca nossos sonhos, mas logo entramos pelos campos verdejantes e vem a claridade.
    Belo trabalho de sua linda arte Ailime.
    Bjs e paz e feliz domingo.

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  4. Sáo inúmeros os atrativos do rio, aqui cantados de afetuosa.
    Bom fim de semana.
    Abraço de amizade.
    Juvenal Nunes

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  5. Lindo poema. Te mando un beso.

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  6. Há nomes que não esquecemos, mesmo com paisagens deslumbrantes diante dos nossos olhos.
    Belo poema, gostei imenso.
    Boa semana.
    Um abraço.

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  7. Boa tarde Emília.
    Poema muito belo e intenso. Onde as boas recordações, emergem bem dentro do nosso pensamento. Gostei bastante

    Votos de uma feliz semana, com tudo de bom.

    Beijinhos, com carinho e amizade.

    Mário Margaride

    http://poesiaaquiesta.blogspot.com
    https://soltaastuaspalavras.blogspot.com

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  8. Memórias de amor e saudade, em um belo poema! Admiro essa tua sensibilidade, Emília! Meu abraço, amiga; boa semana.

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  9. Sergio5/25/2026

    Intrigante poema. A quem estará a autora a chamar? Que voz ausente é essa? A voz do passado? A voz de um ente querido mas que já partiu (pais, avós)? A voz de um ente atual que não ouve ou com quem se perdeu contacto? Se com os primeiros só restam memórias, com os segundos há que retomar o diálogo, dar o primeiro passo, falar e comunicar. Estabelecer laços. Ou melhor, restabelecer laços! Com os primeiros, os laços são restabelecidos quando nos lembramos deles, com os segundos, quando genuinamente os abraçamos como são, aceitando como são. Beijinhos

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  10. Boa tarde Amiga Emília
    O poema constrói uma travessia emocional marcada pela ausência e pela persistência da memória. A paisagem, montes, vales, rio e pedras , espelha o percurso interior do eu poético, enquanto o murmúrio das águas se transforma na única ponte possível entre a saudade e a lembrança.
    Há uma delicadeza melancólica muito bem conseguida, sobretudo na forma como o silêncio e o eco reforçam a dor contida da perda.
    O fecho, com o nome “a bailar nas águas do rio”, deixa uma imagem bela e duradoura, onde a memória permanece viva apesar da ausência.
    Muito belo.
    Semana abençoada com saúde e paz.
    Deixo um beijo
    :)

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  11. Ciao, versi molto intensi, forse mi sbaglierò, nell'ultima strofa leggo un pò di spiritualità.
    Complimenti
    Rakel

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  12. Quando percorremos caminhos que nos falam , a saudade é a primeira companhia. Depois o coração verte poemas emocionalmente belos como este
    Beijinho, Emília

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  13. Lindo o olhar e belo o poema!!! 👏👏👏😘

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  14. Linda, terna e saudosa poesia. Amei. Boa tarde. Norma

    https://pensandoemfamilia.com.br/cronica/encontro-entre-dois-saberes/

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  15. Boa noite Emília.
    Passando por aqui, para desejar um bom fim de semana, com tudo de bom!
    Beijinhos, com carinho e amizade.

    Mário Margaride

    http://poesiaaquiesta.blogspot.com
    https://soltaastuaspalavras.blogspot.com

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  16. Mais um belo poema que vim cá conhecer.
    Isabel Sá
    Brilhos da Moda

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«Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar».C.L.