Rio Tejo
Caminho por terrenos escabrosos,
piso pedra sobre pedra,
subo montes,
desço por vales e planícies,
repouso nas margens do rio,
onde escuto a tua voz ausente
falar-me de mansinho
no murmúrio suave das águas.
piso pedra sobre pedra,
subo montes,
desço por vales e planícies,
repouso nas margens do rio,
onde escuto a tua voz ausente
falar-me de mansinho
no murmúrio suave das águas.
Chamo-te, e não respondes.
O eco da minha voz não regressa
e uma brisa suave acaricia-me o rosto.
Apesar do silêncio que fere,
o teu nome continua indelével,
a bailar nas águas do rio.
Texto e foto
Emília Simões
Emília Simões
23.05.2026
Lindo caminho e ao final o silêncio e brisa que te toca... beijos, ótimo domingoi! chica
ResponderEliminarMomentos de desespero.
ResponderEliminarUm abraço.
Às vezes entramos por estes caminhos onde o silencio assombra e ofusca nossos sonhos, mas logo entramos pelos campos verdejantes e vem a claridade.
ResponderEliminarBelo trabalho de sua linda arte Ailime.
Bjs e paz e feliz domingo.
Sáo inúmeros os atrativos do rio, aqui cantados de afetuosa.
ResponderEliminarBom fim de semana.
Abraço de amizade.
Juvenal Nunes
Lindo poema. Te mando un beso.
ResponderEliminarHá nomes que não esquecemos, mesmo com paisagens deslumbrantes diante dos nossos olhos.
ResponderEliminarBelo poema, gostei imenso.
Boa semana.
Um abraço.
Boa tarde Emília.
ResponderEliminarPoema muito belo e intenso. Onde as boas recordações, emergem bem dentro do nosso pensamento. Gostei bastante
Votos de uma feliz semana, com tudo de bom.
Beijinhos, com carinho e amizade.
Mário Margaride
http://poesiaaquiesta.blogspot.com
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com
Memórias de amor e saudade, em um belo poema! Admiro essa tua sensibilidade, Emília! Meu abraço, amiga; boa semana.
ResponderEliminarIntrigante poema. A quem estará a autora a chamar? Que voz ausente é essa? A voz do passado? A voz de um ente querido mas que já partiu (pais, avós)? A voz de um ente atual que não ouve ou com quem se perdeu contacto? Se com os primeiros só restam memórias, com os segundos há que retomar o diálogo, dar o primeiro passo, falar e comunicar. Estabelecer laços. Ou melhor, restabelecer laços! Com os primeiros, os laços são restabelecidos quando nos lembramos deles, com os segundos, quando genuinamente os abraçamos como são, aceitando como são. Beijinhos
ResponderEliminarBoa tarde Amiga Emília
ResponderEliminarO poema constrói uma travessia emocional marcada pela ausência e pela persistência da memória. A paisagem, montes, vales, rio e pedras , espelha o percurso interior do eu poético, enquanto o murmúrio das águas se transforma na única ponte possível entre a saudade e a lembrança.
Há uma delicadeza melancólica muito bem conseguida, sobretudo na forma como o silêncio e o eco reforçam a dor contida da perda.
O fecho, com o nome “a bailar nas águas do rio”, deixa uma imagem bela e duradoura, onde a memória permanece viva apesar da ausência.
Muito belo.
Semana abençoada com saúde e paz.
Deixo um beijo
:)
Ciao, versi molto intensi, forse mi sbaglierò, nell'ultima strofa leggo un pò di spiritualità.
ResponderEliminarComplimenti
Rakel
Quando percorremos caminhos que nos falam , a saudade é a primeira companhia. Depois o coração verte poemas emocionalmente belos como este
ResponderEliminarBeijinho, Emília
Lindo o olhar e belo o poema!!! 👏👏👏😘
ResponderEliminarLinda, terna e saudosa poesia. Amei. Boa tarde. Norma
ResponderEliminarhttps://pensandoemfamilia.com.br/cronica/encontro-entre-dois-saberes/
Boa noite Emília.
ResponderEliminarPassando por aqui, para desejar um bom fim de semana, com tudo de bom!
Beijinhos, com carinho e amizade.
Mário Margaride
http://poesiaaquiesta.blogspot.com
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com
Mais um belo poema que vim cá conhecer.
ResponderEliminarIsabel Sá
Brilhos da Moda