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Na aridez dos dias
em que as manhãs acordam
sem horizontes definidos,
penumbras toldam os olhares
que sobre os barcos estendem as mãos vazias,
na procura do tudo e do nada
do tanto e tão pouco
num rio em chamas
entre margens geladas
num silêncio profundo
coberto de limos.
Ao longe, um estrondo, um gemido.
O mundo a desmoronar-se
sobre os barcos desfeitos
submersos nas cinzas
espalhadas no dorso do rio.
Texto,
Emília Simões
13.6.2026
Emília Simões
13.6.2026
Muito linda tua poesia. Tão bom se não precisássemos ver as cinzas que o mundo joga...O rio, tudo vê,em silêncio... beijos, ótimo domingo,chica
ResponderEliminarOlá, amiga Emilia, mais uma vez encontro aqui neste espaço poético,
ResponderEliminarum maravilhoso poema de sua lavra, que li com grande atenção e prazer.
Beijo e votos de um excelente domingo com saúde e paz.
Na aridez dos dias tudo parece desmoronar, evaporar, perder-se. Que não tenhamos dias de aridez, já há demais pessoas áridas, nem tão pouco naturezas áridas. Bom fim de semana, amiga!
ResponderEliminarEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderEliminarProfundo y melancólico poema. Te mando un beso.
ResponderEliminarA realidade é que o mundo parece mesmo que está a desmoronar-se.
ResponderEliminarIsabel Sá
Brilhos da Moda
Maravilhosa poesia. Gostei bastante :))
ResponderEliminar-
Não consigo recomeçar....
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Beijos e um bom Domingo
Amiga Emilia, boa tardinha de domingo!
ResponderEliminarHá aridez que deixa margem à novas inspirações...
Tenha uma nova semana abençoada!
Beijinhos fraternos
Talvez aqui a poeta use um jogo de metáforas para, num cenário quase apocalíptico e de desesperança, alertar para a falta de igualdade, justiça e rumo no mundo atual: o rio em chamas e as margens indiferentes, geladas. Os olhares a estenderem mãos vazias. Os gemidos e estrondos num mundo auto-absorvido e indolente, incapaz de reagir ao sistema que criou. As soluções têm de começar em escala pequena: uma atenção, um gesto de ajuda, doar o nosso tempo por uma causa que acreditamos. Talvez assim as manhãs comecem sem penumbras. Passos pequenos. À nossa volta. Beijinhos
ResponderEliminarE cada vez há mais cinzas, principalmente as que as guerras provocam.
ResponderEliminarExcelente poema, minha amiga, gostei imenso.
Boa semana.
Um beijo.
Há, realmente, dias assim. E como os descreve bem o teu poema, Emília! Belíssimo! Meu abraço, amiga; boa semana.
ResponderEliminarBoa tarde Emília.
ResponderEliminarAs nuvens negras insistem em pairar sobre as nossas cabeças. Esperemos que o sol as rasgue e volte de novo a brilhar.
Gostei bastante deste poema.
Deixo os votos de uma feliz semana com tudo de bom.
Beijinhos, com carinho e amizade.
Mário Margaride
http://poesiaaquiesta.blogspot.com
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com
Tão belo este poema, minha querida Amiga. Tudo de bom.
ResponderEliminarUm beijo.
Boa tarde Amiga Emília.
ResponderEliminarUm poema de imagens fortes e contrastantes, onde a paisagem fluvial se transforma num espelho da inquietação humana.
Entre barcos, cinzas, chamas e margens geladas, a autora constrói uma atmosfera densa de desalento e fragilidade, culminando numa poderosa visão de um mundo em ruína.
Gostei particularmente da forma como o silêncio e a desolação atravessam todo o texto, deixando no leitor uma sensação de profunda reflexão.
Boa semana com muuta saúde.
Deixo um beijo.
:)