Perscruto o horizonte.
Nas nuvens, ainda ardem
fragmentos do passado.
Cores dispersas
tingem de azul e verde
o mundo à minha volta.
Uma brisa suave, quase muda,
desassossega-me.
O corpo cede,
pesado de memórias.
Embriago-me no aroma das flores
que já me foram casa,
enquanto os insetos
insistem no néctar do instante.
E tu,
oferecias-me o mel,
em silêncio,
a adoçar o que em mim doía.
Texto
Emília Simões
28.03.2026
Emília Simões
28.03.2026
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«Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar».C.L.