É no outono que a tua memória
Reacende em mim a saudade.
O rio escorre-me nas faces
O sabor amargo do mar
Como se um barco
Transportasse nas velas
Os ecos insondáveis do tempo.
No infinito apenas a luz
E as folhas a esvoaçar
Num misterioso rodopio
Me falam do teu silêncio
Envolto num estranho vazio.
18.09.2015
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