O outono revela-se nas pequenas coisas
que os meus olhos enxergam com pasmo.
No silêncio do vento, o outono guarda
folhas secas com segredos de vidas passadas.
Às vezes, nomes gravados revelam
amores antigos que por ali passaram,
no parque, onde um banco solitário
imerso num mar de folhas,
parece lamentar as ausências,
antes tão presentes e comuns.
Hoje, ninguém tem tempo
para descansar no velho parque
e escutar os silêncios e o sussurrar do vento,
nas cirandas das folhas em rodopio.
Ainda é tempo para redescobrir os silêncios
e os segredos que aguardam uma nova vida.
Emília Simões
29.11.2025
Olá, querida amiga Emilia!
ResponderEliminarTão lindo e profundo seus poemas são e nos deixam em estado de contemplação.
Sentei-me no banco e li seu coracao em versos.
Tenha dias abençoados na nova semana!
Beijinhos fraternos