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Não sei medir o tempo por gestos.
As andorinhas voltam na primavera,
fazem os ninhos sempre no mesmo lugar
e espanto-me com a sua precisão.
Alçam voo
e regressam,
fiéis à rota invisível.
Não sei medir o tempo por palavras
que guardo nos silêncios,
quando as manhãs despertam
para o ciclo da vida.
Não sei medir o tempo por sóis
que dançam nas sombras dos abismos
e ressoam nos ecos das escarpas.
Sei medir o tempo apenas quando o relento
da madrugada
me toca o rosto
e respira.
Texto
Emília Simões
2021
Revisto
Emília Simões
2021
Revisto
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«Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar».C.L.