sexta-feira, fevereiro 06, 2026

Caminho sem destino...


 

Caminho sem destino…

Pelas faces escorre-me o sal
das tuas dores,

quando amanheces
na tua cama
de água e lama,

no vazio que te escava,
a tormenta no peito dorido,
pelo frio que te trespassa a alma
e o coração ferido,

pela solidão que te rodeia
como uma ilha
a flutuar no deserto.

Sinto o sol aproximar-se.
A força a reerguer-te.

Amanhã terás um mundo novo
que te abraçará com a força
da esperança e do amor.


Texto e foto
Emília Simões
06.02.2026 


1 comentário:

  1. Boa tarde Amiga Emília
    Um poema de grande carga sensível, onde a dor é dita com imagens fortes e fluidas, quase tácteis.
    A travessia da solidão e do sofrimento encontra no final uma luz serena, fazendo da esperança não um grito, mas um abraço silencioso e necessário.
    Muito comovente e oportuno para o momento que o nosso País está a passar.
    Bom fim-de-semana.
    Um beijo
    :)

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«Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar».C.L.