sexta-feira, fevereiro 06, 2026

Caminho sem destino...


 

Caminho sem destino…

Pelas faces escorre-me o sal
das tuas dores,

quando amanheces
na tua cama
de água e lama,

no vazio que te escava,
a tormenta no peito dorido,
pelo frio que te trespassa a alma
e o coração ferido,

pela solidão que te rodeia
como uma ilha
a flutuar no deserto.

Sinto o sol aproximar-se.
A força a reerguer-te.

Amanhã terás um mundo novo
que te abraçará com a força
da esperança e do amor.


Texto e foto
Emília Simões
06.02.2026 


14 comentários:

  1. Boa tarde Amiga Emília
    Um poema de grande carga sensível, onde a dor é dita com imagens fortes e fluidas, quase tácteis.
    A travessia da solidão e do sofrimento encontra no final uma luz serena, fazendo da esperança não um grito, mas um abraço silencioso e necessário.
    Muito comovente e oportuno para o momento que o nosso País está a passar.
    Bom fim-de-semana.
    Um beijo
    :)

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  2. Tantas vezes também já caminhei sem destino. Poema brilhante que amei ler.

    Deixo votos de tudo de bom.
    .
    “” Sorriso: o teu oásis de amor
    ““

    .

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  3. Amiga Emília, boa noite de paz!
    A última estrofe lê o mesmo que sinto no coração.
    Lindo de ser ler.
    Tenha um final de semana abençoado!
    Beijinhos fraternos

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  4. Muito lindo tudo,Ailime!
    Foto e poesia, adorei!
    Ótimo fds! beijos, chica

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  5. Boa tarde Emília.
    Percorremos muitos caminhos, onde temos que ultrapassar obstáculos e barreiras, para alcançarmos os nossos objetivos.

    Excelente poema. Gostei bastante.

    Deixo os meus votos de feliz fim de semana, com tudo de bom.
    Beijinhos, com carinho e amizade.

    Mário Margaride

    http://poesiaaquiesta.blogspot.com
    https://soltaastuaspalavras.blogspot.com

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  6. Mais um bonito poema!
    Isabel Sá
    Brilhos da Moda

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  7. Sergio2/07/2026

    Pois por mais que se possa estar chocado com os danos materiais e humanos, também os psicológicos, que todas estas tormentas têm causado, precisamos de aceitar que tudo, na vida, é transiente. A própria é-o. Quantas vezes nos re-erguemos depois de dificuldades extremas? O que podemos aprender com a situação que estamos a viver? A aceitar
    a realidade como ela é; a ser solidário e ajudar quem foi mais afetado; a despojar-se de ideias de segurança baseadas em coisas - sejam elas casas, carros, poder ou influência. Afinal, bastam 5 tempestades seguidas para levar tudo. A ser grato pelo dia a dia - por o que mais um dia de vida nos traz. A não apontar dedos - dedos de culpa, dedos de raiva ou frustração, dedos de vitimização, ou de heroísmo. Que a reconstrução do país se estenda à reconstrução das pessoas, que saiam disto com a cabeça mais preparada para que todos vivamos a vida de maneira mais humana e solidária. Beijinhos

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  8. Lindo, querida Emilia, a vida é assim, com seus altos e baixos,
    e assim temos de aprender a levar, um dia bom, outro menos...
    Beijinho, Emília, um feliz domingo! 💐🙋‍♀️

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  9. A solidão é fera mesmo, mas este amanhecer revestido de esperanças é sempre um oasis no deserto amiga. Belo profundo sentido poema.
    Belo trabalho deste desatino.
    Bjs e paz amiga.
    Feliz semana mais leve para Portugal.

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  10. Haja esperança no amanhã.
    Um poema intenso e profundo, que li duas vezes para o interiorizar, e onde vi realmente a força das suas palavras.
    Parabéns pela excelência deste seu poema.
    Boa semana minha amiga.
    Beijinhos.

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  11. Uma fotografia muito belo a acompanhar cada palavra deste poema cheio de sensibilidade e com a profundidade que só uma poeta écapaz.
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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  12. Linda imagem e seu poema transmite a esperança.
    Obs:Enviei por e-mail o post da Série para você ver. Bjssss.

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  13. Em meio a toda dor, sempre resta a esperança. Belo poema, Emília; e que bela mensagem! Meu abraço, bom resto de semana.

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  14. Perfeita a simbiose entre imagem e texto! Um misto de agonia e esperança, que tão bem colocas nas tuas palavras! Meu abraço, amiga; boa semana.

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«Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar».C.L.