Caminho sem destino…
Pelas faces escorre-me o sal
das tuas dores,
quando amanheces
na tua cama
de água e lama,
no vazio que te escava,
a tormenta no peito dorido,
pelo frio que te trespassa a alma
e o coração ferido,
pela solidão que te rodeia
como uma ilha
a flutuar no deserto.
Sinto o sol aproximar-se.
A força a reerguer-te.
Amanhã terás um mundo novo
que te abraçará com a força
da esperança e do amor.
Texto e foto
Emília Simões
06.02.2026
Emília Simões
06.02.2026
Boa tarde Amiga Emília
ResponderEliminarUm poema de grande carga sensível, onde a dor é dita com imagens fortes e fluidas, quase tácteis.
A travessia da solidão e do sofrimento encontra no final uma luz serena, fazendo da esperança não um grito, mas um abraço silencioso e necessário.
Muito comovente e oportuno para o momento que o nosso País está a passar.
Bom fim-de-semana.
Um beijo
:)
Tantas vezes também já caminhei sem destino. Poema brilhante que amei ler.
ResponderEliminarDeixo votos de tudo de bom.
.
“” Sorriso: o teu oásis de amor
““
.
Amiga Emília, boa noite de paz!
ResponderEliminarA última estrofe lê o mesmo que sinto no coração.
Lindo de ser ler.
Tenha um final de semana abençoado!
Beijinhos fraternos
Muito lindo tudo,Ailime!
ResponderEliminarFoto e poesia, adorei!
Ótimo fds! beijos, chica
Boa tarde Emília.
ResponderEliminarPercorremos muitos caminhos, onde temos que ultrapassar obstáculos e barreiras, para alcançarmos os nossos objetivos.
Excelente poema. Gostei bastante.
Deixo os meus votos de feliz fim de semana, com tudo de bom.
Beijinhos, com carinho e amizade.
Mário Margaride
http://poesiaaquiesta.blogspot.com
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com
Mais um bonito poema!
ResponderEliminarIsabel Sá
Brilhos da Moda
Pois por mais que se possa estar chocado com os danos materiais e humanos, também os psicológicos, que todas estas tormentas têm causado, precisamos de aceitar que tudo, na vida, é transiente. A própria é-o. Quantas vezes nos re-erguemos depois de dificuldades extremas? O que podemos aprender com a situação que estamos a viver? A aceitar
ResponderEliminara realidade como ela é; a ser solidário e ajudar quem foi mais afetado; a despojar-se de ideias de segurança baseadas em coisas - sejam elas casas, carros, poder ou influência. Afinal, bastam 5 tempestades seguidas para levar tudo. A ser grato pelo dia a dia - por o que mais um dia de vida nos traz. A não apontar dedos - dedos de culpa, dedos de raiva ou frustração, dedos de vitimização, ou de heroísmo. Que a reconstrução do país se estenda à reconstrução das pessoas, que saiam disto com a cabeça mais preparada para que todos vivamos a vida de maneira mais humana e solidária. Beijinhos
Lindo, querida Emilia, a vida é assim, com seus altos e baixos,
ResponderEliminare assim temos de aprender a levar, um dia bom, outro menos...
Beijinho, Emília, um feliz domingo! 💐🙋♀️
A solidão é fera mesmo, mas este amanhecer revestido de esperanças é sempre um oasis no deserto amiga. Belo profundo sentido poema.
ResponderEliminarBelo trabalho deste desatino.
Bjs e paz amiga.
Feliz semana mais leve para Portugal.
Haja esperança no amanhã.
ResponderEliminarUm poema intenso e profundo, que li duas vezes para o interiorizar, e onde vi realmente a força das suas palavras.
Parabéns pela excelência deste seu poema.
Boa semana minha amiga.
Beijinhos.
Uma fotografia muito belo a acompanhar cada palavra deste poema cheio de sensibilidade e com a profundidade que só uma poeta écapaz.
ResponderEliminarUma boa semana.
Um beijo.
Linda imagem e seu poema transmite a esperança.
ResponderEliminarObs:Enviei por e-mail o post da Série para você ver. Bjssss.
Em meio a toda dor, sempre resta a esperança. Belo poema, Emília; e que bela mensagem! Meu abraço, bom resto de semana.
ResponderEliminarPerfeita a simbiose entre imagem e texto! Um misto de agonia e esperança, que tão bem colocas nas tuas palavras! Meu abraço, amiga; boa semana.
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