Caminho sem destino…
Pelas faces escorre-me o sal
das tuas dores,
quando amanheces
na tua cama
de água e lama,
no vazio que te escava,
a tormenta no peito dorido,
pelo frio que te trespassa a alma
e o coração ferido,
pela solidão que te rodeia
como uma ilha
a flutuar no deserto.
Sinto o sol aproximar-se.
A força a reerguer-te.
Amanhã terás um mundo novo
que te abraçará com a força
da esperança e do amor.
Texto e foto
Emília Simões
06.02.2026
Emília Simões
06.02.2026
Boa tarde Amiga Emília
ResponderEliminarUm poema de grande carga sensível, onde a dor é dita com imagens fortes e fluidas, quase tácteis.
A travessia da solidão e do sofrimento encontra no final uma luz serena, fazendo da esperança não um grito, mas um abraço silencioso e necessário.
Muito comovente e oportuno para o momento que o nosso País está a passar.
Bom fim-de-semana.
Um beijo
:)
Tantas vezes também já caminhei sem destino. Poema brilhante que amei ler.
ResponderEliminarDeixo votos de tudo de bom.
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“” Sorriso: o teu oásis de amor
““
.
Amiga Emília, boa noite de paz!
ResponderEliminarA última estrofe lê o mesmo que sinto no coração.
Lindo de ser ler.
Tenha um final de semana abençoado!
Beijinhos fraternos