a resvalar por entre os dedos
desvendando memórias
e sobressaltos
presos na alma,
onde concebo o futuro.
Há momentos em que
a minha voz velada
se prende no deserto
e a sede fere-me os lábios
e as mãos vazias e gastas
fazem eco de silêncios,
que não guardam as palavras
que se desprendem de mim.
Atravesso o tempo como asas em pleno voo.
Ailime
14.04.2021







