sábado, setembro 19, 2026

Um não poema


Foto: Emília Simões


Caminho descalça sobre a areia molhada,

quando a hora dourada
me envolve numa névoa de paz,

respirando a brisa marinha
do cálido entardecer, que me afaga,
como se um doce abraço
me enlaçasse no momento certo.

Em redor, as gaivotas esvoaçam,
em busca das migalhas
que alguém distraído
lhes pudesse oferecer.

Até as gaivotas passam fome.

Os seus voos baixos
assim o denunciam.

Fito-as,
mas não se deixam fotografar.

Naquele momento de aparente paz,
o mundo parece refletido
nos tons do entardecer.

E fico a cismar...

Texto 
Emília Simões
19/09/2026

3 comentários:

  1. Um olhar atento que tudo percebe e sente...Linda reflexão e até elas passam fome...beijos, tudo de bom,chica

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  2. Amiga Emília, boa noite de sábado!
    Sim... um cenário assim dá o que meditar, cismar... contemplar.
    As gaivotas amam o verão e a foto refletiu a presença delas mesmo sem aparecer
    Tenha um final de semana abençoado!
    Beijinhos fraternos

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  3. Um lindo canto com os olhos num belo recanto num instante de magia do Sol, quando se aproxima da vinda da Lua.
    Inspiração maravilhosa Ailime.
    Bjs de paz

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«Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar».C.L.