As minhas mãos estão geladas.
Escalei até ao topo da montanha
e o frio atormentou-me
como lâminas afiadas,
que me rasgaram a pele,
os pensamentos, o olhar, as mãos.
O teclado está-me interdito.
O poema que criei
fica em suspenso, guardado
no fundo da minha alma.
Talvez, amanhã, o sol resplandeça
e com o calor me conforte
e liberte desta inércia.
É que numa longa noite escura,
também há luz.
Texto e foto
Emília Simões
10.01.2026
Emília Simões
10.01.2026

Poema intenso, caro Emília.
ResponderEliminarSente-se nele as ânsias da alma e o bater do coração.
Na suspensão das palavras vem o dom de se fazer ouvir
a sensibilidade e o talento que ele nos traz.
Tenha dias felizes, amiga.
Beijinhos
Olinda
Muito lindo teu poema e foto,Ailime! O amanhã ninguém sabem mas podemos esperar sol para tuas mãos esquentar! Aqui, pelo contrário, um grande calor... beijos, chica
ResponderEliminarLindo poema. Te mando un beso.
ResponderEliminarNuma noite longa, os pensamentos afundam e o poema, ah, ele vem como ondas e aflora belamente Ailime antes que amanheça. Ei-lo.
ResponderEliminarLindo canto amiga.
Bjs e paz e feliz domingo de uma semana encantada.
Amiga Emilia, bom domingo de Paz!
ResponderEliminarBonito desejo poético onde até o mais rigoroso inverno as mãos aquecem o coração.
Lindo demais, Amiga!
Tenha dias novos abençoados!
Beijinhos fraternos