sábado, janeiro 10, 2026

As minhas mãos


As minhas mãos estão geladas.

Escalei até ao topo da montanha

e o frio atormentou-me

como lâminas afiadas,

que me rasgaram a pele, 

os pensamentos, o olhar, as mãos.

O teclado está-me interdito.

O poema que criei

fica em suspenso, guardado

no fundo da minha alma.

Talvez, amanhã, o sol resplandeça

e com o calor me conforte

e liberte desta inércia.

É que numa longa noite escura,

também há luz.


Texto e foto
Emília Simões
10.01.2026



5 comentários:

  1. Poema intenso, caro Emília.
    Sente-se nele as ânsias da alma e o bater do coração.
    Na suspensão das palavras vem o dom de se fazer ouvir
    a sensibilidade e o talento que ele nos traz.
    Tenha dias felizes, amiga.
    Beijinhos
    Olinda

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  2. Muito lindo teu poema e foto,Ailime! O amanhã ninguém sabem mas podemos esperar sol para tuas mãos esquentar! Aqui, pelo contrário, um grande calor... beijos, chica

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  3. Lindo poema. Te mando un beso.

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  4. Numa noite longa, os pensamentos afundam e o poema, ah, ele vem como ondas e aflora belamente Ailime antes que amanheça. Ei-lo.
    Lindo canto amiga.
    Bjs e paz e feliz domingo de uma semana encantada.

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  5. Amiga Emilia, bom domingo de Paz!
    Bonito desejo poético onde até o mais rigoroso inverno as mãos aquecem o coração.
    Lindo demais, Amiga!
    Tenha dias novos abençoados!
    Beijinhos fraternos

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«Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar».C.L.