
Foto Ailime
Secaram as roseiras bravas
cultivadas no atalho da paisagem.
Uma mulher canta roucamente
e o seu canto é um brado
em desavença com a mudez
enraizada na garganta.
Vagarosamente, enrodilha na anca
as vestes de pano cerzido
e afaga seu corpo com as mãos ásperas
como as roseiras bravas.
Tão precário, o perfume das rosas!
Do seu novo Livro
A solidão é como o vento (pág. 48)
_ Graça Pires_





