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sábado, dezembro 28, 2024

As minhas palavras estremecem


As minhas palavras estremecem.

Escondo-as num coral em silêncio.

Não quero que ninguém as leia,

ouça ou profane.

O vento, por vezes, distorce

o sentir e a imaginação dos poetas,

que se arrastam nas penas,

que os pássaros vão deixando aqui e ali.

Na vertigem do tempo

rodopio segura de que 

apenas as palavras amor e paz,

podem salvar os pactos.


Texto e foto
Emília Simões
28.12.2024

sábado, julho 29, 2023

Esperança é palavra fecunda

Ailime

Esperança é palavra fecunda

no coração de quem anseia

uma vida nova de amor.

Correm apressados, de passagem,

para um campo, fértil, que germine.

Como estrelas luzentes

em noite estrelada,

guiam os seus passos

na vertigem

de algo maior encontrar.

Em silêncio ou a cantar

ei-los que chegam

a um outro mundo,

que pretendem abraçar.


Texto e foto
Alime
29.07.2023


quinta-feira, dezembro 20, 2018

Talvez


Talvez ainda tenha tempo de ter tempo.
Talvez as luzes não me ceguem
na vertigem dos dias que, velozes,
me tiram o tempo.
Talvez um mendigo me estenda a mão
na noite escura. 
Talvez eu passe em frente, fingindo não o ver.
Talvez eu lhe dê uma simples moeda ou
talvez o convide para a minha ceia.
Talvez o tempo não me tire a lucidez
de enxergar as névoas da noite.
Talvez ainda tenha tempo de colher uma estrela.
Talvez ainda tenha tempo de fazer um presépio.


Texto e foto
Ailime
20.12.2018

Boas festas para todos

sábado, outubro 27, 2018

Num rasgo de vento


 Num rasgo de vento 
o outono revela-se 
nas folhas esmaecidas 
que atapetam o chão, 
desnudando os ramos 
que rasgam as nuvens 
num rodopio de asas. 

Que vento é este   
que ruge como o mar 
em dia de tempestade 
e arrasta as folhas 
como barcos a naufragar? 

Uma simples aragem? 
Um relâmpago? 
Uma vertigem? 
É apenas o outono 
a faiscar nas folhas 
a luz quebrantada 
na linha do horizonte. 




Texto Ailime
27.10.2018
Imagem Google

sexta-feira, dezembro 28, 2012

Folhas ressequidas



Percorro-te nas ruas do desassossego
e apenas sombras me cercam
na vertigem da cidade
que nunca me pertenceu.

E as árvores gotejam
no orvalho das manhãs
as folhas ressequidas
que o vento espalhou.

Um galho agita-se
e espreita o horizonte
na busca incessante da luz
que o renovará.


Para todos desejo um bom Ano de 2013 com muita saúde, amor e paz !

Ailime
28.12.2012

terça-feira, maio 15, 2012

Vertigem


Descortino no horizonte

Nuvens azuis e amarelas 

Que me falam de ti

E vigio o retorno dos ventos 

Para afastar a vertigem

Que me abala e aniquila

Em alucinante rodopio

Que molda o meu sentir

E me cerceia no espaço

Do tempo indefinido.

Ailime
14.05.2012

Imagem da Net