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sábado, outubro 04, 2025

Recomeçar a viver

Edvard Munch


O medo está presente
na essência da existência.
Limita os gestos,
as emoções,
perturba a nossa identidade,
distancia-nos do convívio social.
O medo é como um gigante
que bloqueia o potencial do ser humano
para alcançar a sua realização plena.
O mundo apresenta-se como um desafio
convidando-nos a libertar-nos,
a soltar as correntes que nos prendem
às suas garras.
Existe um universo
que nos chama e espera por nós,
pela nossa empatia,
pelo nosso amor.
Não devemos temer.
Superemos o medo e a apatia,
sentindo-nos livres para recomeçar a viver.

Texto
Emília Simões
04.10.2025


sábado, março 02, 2024

Que a mágoa não se apodere de ti



Que a mágoa não se apodere de ti
se nos passos incompreensíveis da vida
alguns de ti diferirem.
Porque somos muito mais
que simples objetos manipuláveis,
que alguns que se julgam insignes
pretendem asfixiar.

Acredita que os caminhos da vida
podem ser como relva abundante
nos prados verdes da primavera.
Que mais à frente há uma luz que
que para todos brilha, 
mas só alguns conseguem enxergar.

Crê no mais importante
e simples do ser,
que te constrói e revigora,
sempre que deres um passo em frente
nas linhas retas da existência.

A vida é como um sopro; 
no meio de evasivas 
há todo um manancial a cativar.


Texto
Emília Simões
02.03.2024
Imagem Google



terça-feira, abril 30, 2019

Veredas



Na singularidade da existência
movo-me por entre muros
que me asfixiam os passos
em apertadas veredas,
num rumar algo imperfeito.

Descubro sóis para além das ameias
dos muros que me cerceiam.
Aprisiono a luz filtrada pelas sombras
e deixo que a claridade me cinja
num prenúncio de transformação. 


Ailime
18.04.2012
Reedição revista
Imagem
 Google

terça-feira, agosto 30, 2016

Aprisiono a luz


Na singularidade da existência
movo-me por entre muros
que me tolhem os passos
em apertadas veredas,
num rumar vacilante.
Descubro sóis para além das ameias
dos muros que me cerceiam
e aprisiono a luz filtrada pelas sombras
e deixo que a claridade me cinja
num prenúncio de transformação. 



Texto (revisto) e foto
Ailime
18.04.2012
Reposição