«As palavras pesam. Um texto nunca diz a dor das pequenas coisas» Graça Pires in Poemas escolhidos
sábado, junho 14, 2025
Na solidão dos dias
sábado, fevereiro 01, 2025
O meu mundo
mas tão belo.
Longe do bulício das cidades,
dos ruídos de que só mais tarde me apercebi.
Era um tempo de viver a natureza por inteiro.
Nas flores, nas aves, no azul dos céus,
no sol a brilhar por entre as searas
douradas, ao entardecer.
O mundo era perfeito. Respirava-se paz.
À noite milhões de estrelas cintilavam no céu
e tantas estrelas cadentes pude agarrar...
As constelações bem definidas no firmamento,
como jamais pude enxergar.
Em noite de Lua Cheia, como parecia tão próxima...
Uma noite tentei alcançá-la mas, desisti.
O meu mundo mudou-se para outro mundo.
Tão longe e tão perto nas emoções
que em mim ficaram guardadas,
sábado, julho 29, 2023
Esperança é palavra fecunda
Esperança é palavra fecunda
no coração de quem anseia
uma vida nova de amor.
para um campo, fértil, que germine.
Como estrelas luzentes
em noite estrelada,
guiam os seus passos
na vertigem
de algo maior encontrar.
Em silêncio ou a cantar
ei-los que chegam
a um outro mundo,
que pretendem abraçar.
Alime
29.07.2023
terça-feira, agosto 03, 2021
Abro os meus gestos ao universo
Abro os meus gestos ao universo
e segredo-te um mundo de cores;
as estrelas brilham como sóis,
a lua é um mar de prata
que te cinge como um barco
a deslizar sobre as águas
e um farol ali tão perto
rasga as sombras trazidas pelo vento,
clareando as marés.
Em silêncio repousamos o olhar
no sossego da noite.
Ailime
03.08.2021
terça-feira, julho 20, 2021
Atravesso contigo o minucioso universo
Atravesso contigo o minucioso universo
e conto as estrelas que nos separam dos abismos
onde repousam os nossos silêncios.
Dás-me a tua mão que me segura e fortalece
e afastas todos os medos que eu invento
quanto não estás perto de mim,
como se o mar me segredasse
os ecos nas margens dos oceanos
que habitam na serenidade das águas.
As sombras dispersam-se na luz
enquanto os pássaros em voo rasante
mergulham no tempo as medusas da lucidez.
Ailime
20.07.2021
quarta-feira, junho 02, 2021
Na vastidão do tempo
Na vastidão do tempo percorro as margens
cintilam estrelas no rio
os peixes sabem a hora do desassossego
tão perto e tão longe dos teus olhos
o luar resguarda o barco.
Não te atreves a desviar o olhar
do infinito, que te cerceia as marés
as tuas mãos vazias puxam as redes.
Ontem era o tempo de enchentes
hoje o rio afunda-se na maré vaza
tudo tão estranho, tão vago.
No barco agora encalhado
o voo rasante dos pássaros.
Ailime
quarta-feira, outubro 14, 2020
Em silêncio
quinta-feira, maio 07, 2020
Uma rua
No rio que corre em mim
há agora uma rua
com pedras nuas
desprovidas de margens
e pássaros
uma rua reinventada
por medos e sombras
onde os ecos me falam
não de flores e primaveras
mas de inverno e solidão
uma rua fria, sem pirilampos
sem estrelas, sem luar
uma rua sem abraços,
nem barcos a velejar
uma rua que me fala
simplesmente, de ti.
Texto e foto
Ailime
07.05.2020
sábado, junho 01, 2019
Levanto-me e desprendo-me da noite
quarta-feira, maio 08, 2019
Nos degraus da casa
sábado, fevereiro 23, 2019
As musas
18.08.2013
Ailime












