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sábado, janeiro 24, 2026

A chuva

(desconheço o autor)

A chuva é poesia a cair das nuvens

envolvendo-me em paz e silêncio

quando a observo através da janela,

como se fosse um momento

de introspeção sobre a vida.


A chuva é esperança a inundar-me o regaço, 

como pássaros

que anteveem a primavera

nos seus voos molhados,

suspensos sob os beirais.


A chuva é uma melodia

que me embala e traz consolo,

quando o vazio se instala em mim

e o frio me trespassa, deixando

o meu corpo exausto.

 

A chuva tem um cheiro singular.

Rega a terra e prepara-a

para que a vida renasça na primavera,

aqueça os corpos no calor do verão

e nos ofereça a beleza de outono.


Não tardará e será outra vez inverno.

A chuva voltará a cair

e dentro de mim

os pássaros molhados

voltarão de novo a cantar.


Texto:
Emília Simões
24.01.2026
Imagem (Net) desconheço
o autor


sábado, março 08, 2025

O silêncio do deserto


O silêncio do deserto
convida a contemplação,
a introspeção,
numa busca interior
em que os ruídos
do mundo não interferem.
No deserto não há solidão.
Apenas o desejo de escavar no 
mais profundo do âmago
o que perturba, o que não está bem,
o que cega e retira o brilho
do sentido da vida.
Deserto, terreno propício
à conversão dos atos
e formas de viver.
No deserto há sempre
um espaço favorável
para colher uma flor.

Desejo a todas as Mulheres
Feliz Dia!

Texto e foto
Emília Simões
08.03.2025