
Na aridez da vida
percorro horizontes antes
nunca sonhados
e mitigo a sede com as
palavras
que me sussurras quando de
mãos dadas
perscrutamos o infinito
e nos entreolhamos
cúmplices
de um amor que nos corta a
pele
e nos alimenta os sentidos
como se rasgássemos o
tempo
que nos vai tragando as
horas
encurtando as distâncias
que nos separam do ocaso
onde os pássaros nidificam
uma nova manhã, uma nova
vida.
Entre a aurora e o
crepúsculo
não desistimos de agarrar
o vento.
Texto
Ailime
02.09.2020
Foto
Jorge Pinto