Mostrar mensagens com a etiqueta marés. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta marés. Mostrar todas as mensagens

sábado, julho 13, 2024

Oh mar enigmático


Oh mar enigmático
que refletes nos olhares a maresia
de quem tenta descobrir o mundo
navegando nas águas profundas 
das marés traiçoeiras
na busca dum porvir incerto.
 
Numa praia deserta
observo-te em silêncio 
no vaivém desse marulhar
onde apenas tu e eu
sabemos os segredos
da ausência de corais.

Texto e foto
Emília Simões
13.07.2024

sábado, abril 06, 2024

Quem escreve, lê e ouve os poemas?



Quem escreve, lê e ouve os poemas?

O mundo anda muito distraído.

Os ruídos são ensurdecedores.

Mas o mar esboça na areia com a sua maresia

rendilhados de espuma branca.

As gaivotas leem nas migalhas, ao final da tarde,

o sabor do seu sustento.

Nas escarpas homens e mulheres sós

com o sal a escorrer pelas faces

estão atentos aos sons do mar,

sob o efeito das marés.

Talvez um poeta que tenha passado por ali

tentasse passar a sua mensagem

no purpúreo entardecer.

__Mas, ninguém o escutou__


Texto
Emília Simões
06.04.2024
Imagem Google



sábado, janeiro 07, 2023

A luz do farol


Sublimo as palavras que proferes

sob o esplendor do luar quando anoitece

quando dizes não ao silêncio

e a tua voz não se cala,

quando ao relento tanta gente

se ajoelha dianta dos barcos, vazios,

no ressurgimento das marés.


Os pássaros em alegre revoada

poisam-te suavemente nas mãos

que, erguidas, como numa prece

apelam aos deuses um retorno breve.


Na linha do horizonte, a luz do farol

indicia uma nova faina, um longo dia,

que te incendiará com um novo fôlego,

na submissão da tua voz dolente. 



Texto 
Ailime
28.12.2022
Imagem Google

terça-feira, agosto 03, 2021

Abro os meus gestos ao universo





Abro os meus gestos ao universo

e segredo-te  um mundo de cores;

as estrelas brilham como sóis,

a lua é um mar de prata

que te cinge como um barco

a deslizar sobre as águas

e um farol ali tão perto

rasga as sombras trazidas pelo vento,

clareando as marés.

Em silêncio repousamos o olhar

no sossego da noite.


Texto
Ailime
03.08.2021
Imagem Google

terça-feira, julho 27, 2021

O verão é feito de sol



O verão é feito de sol, areia e água salgada.

(por vezes a chuva cai impiedosa)

As ondas beijam as praias e os barcos 

navegam na costa os teus cabelos ao vento.


Na esplanada corpos tisnados pelo sol

brilham como a luz do crepúsculo 

e saboreiam um coquetel gelado

para mitigarem a sede.


No regresso à praia 

envolvem-se na brisa marinha

como nuvens de espuma

a reter as marés.


O verão é também o pôr do sol

quando o céu incendiado

derrama sobre os corpos nus

a luz do entardecer.


Texto e foto
Ailime
27.07.2021

quarta-feira, junho 02, 2021

Na vastidão do tempo

 
Paulo Heliodoro


Na vastidão do tempo percorro as margens

cintilam estrelas no  rio 

os peixes sabem a hora do desassossego

tão perto e tão longe dos teus olhos

o luar resguarda o barco.

Não te atreves a desviar o olhar

do infinito, que te cerceia as marés

as tuas mãos vazias puxam as redes.

Ontem era o tempo de enchentes

hoje o rio afunda-se na maré vaza

tudo tão estranho, tão vago.

No barco agora encalhado

o voo rasante dos pássaros.


Texto 
Ailime
02.06.2021


sexta-feira, março 19, 2021

A cidade está coberta de sombras

 


Carlos Botelho


A cidade está coberta de sombras.
Subo as escadas e no pátio
apenas um gato espreita
uma nesga de sol
e quebra o silêncio, que
me atordoa e desalenta.
Não me reconheço
nestes dias solitários
de recuos e fugas
onde tudo me parece 
desconhecido.
Até o rio já não tem a mesma cor.
Corre pálido num sussurro
sem barcos nem marés.
A cidade emudeceu.
O silêncio invadiu-a e
não ouço o adejar dos pássaros
nem o chiar dos elétricos.
É uma cidade de bancos vazios,
de janelas fechadas
e telhados suspensos.
O crepúsculo apressa-se 
e a noite dependura-se na lua.
Apenas o amanhã me poderá
devolver a liquidez dos dias.


Texto 
Ailime
19.03.2021

terça-feira, fevereiro 16, 2021

Não queria tecer palavras amargas



Não queria tecer palavras amargas
nem sonhos irrealizáveis
nos dias em que as marés encrespadas
toldam o horizonte.
As aves aninham-se em sobressalto
e imóveis aguardam o sol-posto.
Em movimentos agitados
as ondas revoltas tocam as escarpas
e  apenas o rumor do mar
quebra o silêncio da noite.
Há um vazio, uma nostalgia na praia
onde jazem  apenas a solidão e a Lua.
Pela manhã o sol brilha,
a espuma do mar beija o areal.
Finalmente o mundo despertou.


Texto e foto
Ailime
16.02.2021

segunda-feira, agosto 24, 2020

Palavras tantas vezes sufragadas


sun

Palavras tantas vezes sufragadas
Por gotas de mar nublado pelas brumas
Que te cerram no olhar o vento
Quando há escassez de marés
E nem sabes se são mesmo palavras
Ou apenas pedaços de memórias
Encalhadas no convés do navio
Quando te fazes ao largo

Não precisas penitenciar-te
Deixa apenas que o esplendor do sol
Te preencha o vazio da alma.


Texto
Ailime
24.08.2020
Imagem
Google

terça-feira, julho 07, 2020

É no silêncio dos barcos

Papeis de parede Amanheceres e entardeceres Costa Aves EUA Malibu ...É no silêncio dos barcos
que adormeces os teus cabelos
como ondas que o vento espalha
nas escarpas das marés

Ainda é cedo para saboreares
os frutos maduros da colheita
que o mar te dá a beber
quando reluz o sol nascente
por entre os teus dedos sedentos

Na linha do horizonte
pássaros velozes em bandos
perseguem nuvens e sombras.

Texto
Ailime
07.07.2020
Imagem Google

segunda-feira, junho 29, 2020

O silêncio

O silêncio raramente escuta o que tenho para lhe dizer
If I Die Young • Não importa onde estivermos nosso amor sempre ...tomba-me na face qual lágrima de cristal
a inundar a margem das sombras invisíveis
como barco encalhado  nas marés cheias de pássaros
e a luz a querer perpetrar um sol faiscante
qual oásis num deserto sedento e solitário.
Enquanto isso os ecos continuam imperturbáveis.




Texto
Ailime
29.06.2020
Imgem Google

sábado, abril 04, 2020

Nas escarpas dos dias

Canto meu

Nas escarpas dos dias
caminho descalça sobre o vento, 
como se desventrasse os silêncios
que me movem
no imprevisível deserto do ocaso
que se desnuda em oceanos
opacos e turbulentos
na incongruência
dos ponteiros do relógio
consumidos por águas movediças
que resistem à estranheza
das margens dos rios 
corrompidos pelas marés.

Enquanto isso, os pássaros,
imperturbáveis,
continuam os voos.


Texto 
Ailime
03.04.2020
Imagem Google

terça-feira, julho 02, 2019

Rasgo o tempo com os sentidos


Rasgo o tempo com os sentidos
e caminho suavemente sobre as marés
como se as águas me impelissem
a abraçar-te
enquanto os búzios entoam 
a canção do mar
que nos recorda
que as medusas vêm à tona
sempre que dançamos
sobre a proa do barco
enquanto um pássaro
desenha no firmamento
um bailado só para nós.


Texto
Ailime
02.07.2019
Imagem Google


terça-feira, abril 10, 2018

Liberdade dos gestos


Há na liberdade dos gestos
o brilho da alvorada
que ilumina os olhares
e incendeia o horizonte
como relâmpagos
a cintilar no firmamento
o voo arrojado dos pássaros
que sobrevoam as marés
na amplitude dos gestos
despojados de silêncios.

Texto
Ailime
10.04.2018
Foto: Google

terça-feira, fevereiro 06, 2018

Hoje apenas o vento

Pintura de Zoltan Szabo

Hoje apenas o vento
vertiginoso
te sussurra ao ouvido
no silêncio cortante do frio
a canção do inverno.
O ar gélido açoita-te
e de rompante rasga-te a pele
como se fora uma bússola
perdida em alto mar
a navegar nas marés
os barcos tombados
pelos glaciares.
A noite aproxima-se
na praia invisível
o teu corpo gelado.


Texto
Ailime
06.02.2018
Imagem Google

sábado, outubro 28, 2017

Há no silêncio das águas


Há no silêncio das águas
um outro planeta
a carpir o chão queimado.
E na ausência das marés
a terra implora
que as gaivotas regressem
para libertar os barcos
esquecidos nos portos.
No meu olhar ressequido
há muito que as cinzas
não me deixam ver claro.

Texto
Ailime
28.10.2017
Imagem Google

sábado, maio 25, 2013

O mar


O mar envolve em amplexos de espuma
Os barcos de mastros infinitos
Como auguro de um futuro álacre
Dos astros que mareiam oscilantes

Se eu pudesse capturar uma anémona
Verde como o mar que me cativa
Elegeria entre todas a mais luzente
Por entre vagas de marés em rodopio

Arrastaria para a praia de areal azul
Um batel de corais e búzios de marfim
Onde gaivotas brancas como anjos
Entoariam uma ária só para ti.


Ailime
25.05.2013
Imagem Google