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sábado, maio 30, 2026

Livre de amarras

Vecteezy


Livre de amarras, contemplo

a natureza que me oferece beleza e harmonia

no canto dos pássaros, no colorido das flores,

nos ramos frondosos das árvores.


Encontro-me e os meus pensamentos libertos

fazem-me flutuar pela relva verde e fresca,

que atapeta o chão onde me deito a olhar o céu,

onde as nuvens brancas parecem flocos de neve .


Ao lado uma lagoa reflete a luz do sol

debruçada nos ramos das árvores;

o  brilho, por instantes, cega-me

como se um espelho refletisse 

a sensação de liberdade

que só a natureza me oferece.


Esvoaço livre, leve, agradecida.


O meu pensamento livre

divaga ao sabor da brisa da tarde. 


Por instantes vem-me à ideia os 

que vivem aprisionados e sós

enclausurados em cantos sem luz e amor,

cumprindo dolorosas penas... Alguns inocentes.


E enquanto o vento percorre os campos

e os pássaros se perdem no azul,

guardo no peito a certeza

de que a liberdade

é o mais belo rosto da vida.

Texto
30.05.2026
Emília Simões




domingo, outubro 08, 2023

Descobres nos ninhos



Descobres nos ninhos

a vocação dos pássaros

quando vazios

as asas se estendem

no voo em liberdade

até se confundirem

com a natureza.

Depois outro ninho

outras vidas

novos cantos de folha em folha.

A natureza

renova-se no relento da noite;

o dia renasce,

num pássaro a voar.


Texto e foto
Ailime
08.10.2023




sábado, junho 25, 2022

O tempo

 Jacob Brostrup

Por entre nuvens e céus claros

o tempo corre veloz como pássaros;

nem as trovoadas o detêm 

na sua correria louca, intempestiva

como foguetes em dias de festa

a provocarem surdez

quando os foguetes se apagam.

O tempo não esvaece, alastra-se

como fogo impelido pelo vento

e nem as águas o estancam.

O tempo na sua voraz pressa

nem sequer tem tempo

para observar  o mundo

onde frenético, voa em liberdade.


Texto
Ailime
25.06.22
Imagem Google


quinta-feira, dezembro 06, 2018

Um véu de claridade


Agarro um raio de luz
recolho-o numa folha de outono
e aguardo que o chão lhe seja fértil.
*
Na penumbra dos olhares
escasseiam os gestos
a iluminar os rostos
sedentos de liberdade.
*
Nas asas dos pássaros
relâmpagos faíscam
as cores do amor.
*
Um arco-íris
soletra nas margens
a canção do rio.
*
Ao amanhecer
a poesia das cores
mergulha na Terra
um véu de claridade.



Foto e texto
Ailime
06.12.2018


domingo, novembro 25, 2018

No meu silêncio



No meu silêncio 
guardo palavras doridas 
pelas ruas descalças 
gastas pela solidão,  
que afloram os olhares de espanto 
pelo nascer ou pôr do sol 
a iluminar as tezes macilentas 
no relento das noites,  
onde jazem sonhos inacabados 
enrolados em folhas húmidas
dum outono precoce. 

No meu silêncio guardo 
toda a minha inércia, 
a minha pressa 
a minha indiferença 
pelo mundo marginal 
que me passa ao lado 
que não quero ver, 
que recuso enxergar 
porque me falta amor. 

Até quando a minha alma vazia 
deixará que o amor se expanda em liberdade 
num abraço à solidão?



Texto e foto
Ailime
25.11.2018


terça-feira, abril 10, 2018

Liberdade dos gestos


Há na liberdade dos gestos
o brilho da alvorada
que ilumina os olhares
e incendeia o horizonte
como relâmpagos
a cintilar no firmamento
o voo arrojado dos pássaros
que sobrevoam as marés
na amplitude dos gestos
despojados de silêncios.

Texto
Ailime
10.04.2018
Foto: Google

sábado, agosto 12, 2017

Buscas as palavras


Buscas as palavras.
Em frente de ti o mar,
sob um céu matizado de azul.
As sombras evadiram-se.
A luminosidade é agora
tua cúmplice e sorris.
O mar tem esse encanto
de penetrar os ramos dos pinheiros
e induzir a luz nos teus olhos.
As palavras brotam-te dos dedos
como seiva a despontar no lenho.
O mar recua e o vento
acena-te a liberdade.
                                                   
                                                         

Texto e foto
Ailime
08.08..2017


 

domingo, agosto 21, 2011

O tempo que passa

O tempo que passa, passa e

Como uma brisa leve transporta-me

A outros mundos, a outros sonhos.

Neste ocaso que me enlaça

Tento libertar-me das amarras

Que me prendem e limitam

Deixando-me envolver nas maresias

E ventos suaves das manhãs,

Onde em rodopios pacíficos

Rumarei à liberdade de ser.


Ailime
Em 21.08.2011
Imagem da Net

sábado, setembro 18, 2010

Sentada à beira do lago

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Sentada à beira do lago
Onde os nenúfares abundam,
Deixo que o aroma silvestre
 Me invada e purifique.
Ao longe um pássaro ferido
Solta um pio doído e
Desperta-me do sonho
 Em que me deixei envolver.
Uma brisa suave e fresca
Envolve-me bruscamente,
Insinuando que o astro-rei
Há muito se fez ocaso.

Ailime
18.09.2010
Imagem cedida gentilmente pela Net