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sábado, dezembro 14, 2024

É quase Natal, outra vez


O mundo roda vertiginosamente
e o Homem nem se apercebe 
que caminha ainda mais rápido,
no mundo da violência,
das guerras e injustiças.
Nada faz deter a ambição,
a ânsia pelo poder e
pela destruição.

É quase Natal, outra vez.
É tempo de parar para pensar.
Que quero neste Natal?

Ódios, mais violência
ou mais poder?
Presentes caros,
mesas fartas e desperdício?

Tantos, por vezes, bem perto
vivem na agonia,
no desespero, na solidão,
ao abandono, morrendo...

É tempo de dizer: BASTA!
Eu quero um Natal simples,
tranquilo, fraterno,
sem guerras, nem ódios.

É tempo de escutarmos 
a nossa voz interior,
que clama por justiça, solidariedade
e amor entre os homens.

Que finalmente possamos 
viver um Natal com PAZ!


Texto:
Emília Simões
Imagem Google
14.12.2014

sábado, janeiro 13, 2018

O meu rio, quase inerte


Lá em baixo, o meu rio passa
numa agonia que lacera
conspurcado pela ignomínia
dos homens que sem piedade
o assassinam a olho nu.
Nas margens os barcos ancorados
vazios de sustento, carpem
a impiedade que avassala o rio
numa destruição pungente.
Tudo em redor são cinzas,
porque as guelras há muito
deixaram de respirar
na transparência das águas
a claridade da vida.

O meu rio, corre lá em baixo
quase inerte, quase irreconhecível
numa agonia que lacera.


Texto
Ailime
13.01.2017
Imagem Google