«As palavras pesam. Um texto nunca diz a dor das pequenas coisas» Graça Pires in Poemas escolhidos
sábado, outubro 25, 2025
Caminhamos pela vida
sábado, agosto 02, 2025
Pobre mundo
Foto: Hosny Salah - Pixabay
corroído pela avareza, pelas tribulações,
pelas vaidades, pelos excessos,
pela corrupção.
As guerras, a fome, o abandono
de tantos à beira dos caminhos,
estendendo as mãos carentes de tudo.
Rostos dilacerados pela dor,
pela indiferença, pela miséria.
Impávidos e serenos, somos testemunhas
numa inação que fere a alma.
O que poderemos fazer para amenizar
tanta angústia, tantas doenças,
Existirá um caminho, uma solução
para aliviar os seres humanos
lutando com todas as nossas forças,
para que a claridade possa brilhar
Emília Simões
02.08.2025
sábado, outubro 19, 2024
Ainda será tempo de salvar a Terra?
Ainda será tempo de salvar a Terra
se o Homem não ambicionar tesouros
se o poder não for a sua sede
mas o amor a sua ambição.
Ainda será tempo de salvar a Terra
se os vilões que fomentam a guerra
e fazem alastrar a fome e a morte
semearem campos de trigo
e plantarem sementes de paz.
Ainda será tempo de salvar a Terra
se o egoísmo der lugar ao desapego
e o Homem aprender a viver
com modéstia e sentido de justiça.
Ainda será tempo de salvar a Terra
se o Homem beber das águas das fontes
e ficar saciado com o ar puro, a beleza e a luz
que emanam deste ainda tão fascinante Planeta.
Ainda será tempo de salvar a Terra?
Emília Simões
Imagem Net
sábado, abril 27, 2024
Silêncios
Em silêncio o coração fala.
Em silêncio percorrem-se desertos.
Em silêncio as flores brotam.
Em silêncio faz-se uma prece.
Em silêncio crescem trigais
e frutificam as vinhas.
Em silêncio o sol amanhece
e em silêncio esconde-se no ocaso.
Em silêncio escuto a tua voz
que me fala de amor.
No silêncio da noite pés descalços
tateiam campos agrestes
e alguém chora
no meio dos destroços da guerra.
No silêncio do mundo
ninguém ouve as vozes que gritam
a fome e o desespero.
No silêncio cabem tantos silêncios
que te asfixiam a voz e o ser
sábado, março 09, 2024
Em silêncio percorro o deserto
das ruas sinuosas, onde tantas vezes
a solidão é companheira
das almas sedentas de amor.
Tropeço numa pedra.
Caio, levanto-me e no vazio de mim
o silêncio é cada vez maior.
Como um mendigo
não desisto do caminho.
Impele-me o vento e a fome
como se pretendesse
agarrar o universo
com as minhas mãos esquálidas,
pela míngua e pelo frio.
Falo com a noite e descortino
uma luz, numa nesga de tempo,
e acelero o passo.
Emília Simões
09.03.2024
segunda-feira, dezembro 18, 2023
É dezembro, quase Natal!
É dezembro, quase Natal!
O frio alastra nas cidades,
vilas e aldeias.....
Azáfama costumeira
onde impera o consumismo
num frenesim desmedido,
torna dezembro ainda mais frio
para os que dormem ao relento,
para os que caem por terra
nos cenários de guerra.
Tanta fome no mundo,
tanta sede de afetos,
tanto choro de crianças nuas
por um destino
que lhes assassinou os pais.
Tanta prepotência e ganância,
que violam todos os direitos humanos.
É urgente a paz, a fraternidade,
e o calor dos afetos.
É urgente o Amor!
É urgente o Natal!
Ailime
Imagem Google
18.12.2023
Desejo a todos santo e feliz Natal!
sábado, fevereiro 25, 2023
Na solidão do deserto
Na solidão do deserto
a sede, a fome, a tentação.
Nada te demove do silêncio
que se abeirou das pedras
onde te sentas exausto.
A primavera aproxima-se
e as flores abrir-se-ão
para te renovar a esperança
dos dias em que a noite te envolve.
Ailime
25.02.2023

