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sábado, junho 06, 2026

A poesia

 



Ao acordar não vislumbro a poesia

e observo as flores da minha varanda.
Flores modestas que, naquele recanto,
são o meu pequeno jardim.

Nelas me revejo
na alegria com que me devolvem o olhar.

Será poesia?
Ou pura fantasia?

Afago-as com ternura
e sorrio.

Talvez a vida seja mais simples
quando aprendemos a encontrar perto
o que nos faz felizes.

Há tanto à nossa volta
que alegra e deslumbra,
porque na simplicidade
o belo encontra morada.

A poesia pode habitar
numa simples flor,
por vezes esquecida num canto,
mas que, no instante certo,
desabrocha,

corre nas veias,
acende o sangue,

reluz em nós
e abre caminhos.

Texto e foto
Emília Simões
06.06.2026

sábado, janeiro 18, 2025

Gosto do gorjeio dos pássaros,



Gosto do gorjeio dos pássaros,
quando à noite se aninham
na árvore junto à minha janela.

Gosto do som da água,
que cai daquela cascata
na encosta da serra.

Gosto do colorido
das flores, quando desabrocham
no vaso, da minha varanda.

Gosto do sol no horizonte
brilhante como os teus olhos,
quando fixam os meus.

Gosto da natureza
verde e fresca,
nos dias calmos de inverno.

Gosto do silêncio,
das tardes soalheiras
em que escuto a tua voz.

Gosto, porque gosto
das coisas simples do mundo
que, em segredo, 
me falam de vida.


Texto e foto
Emília Simões
18.01.2025



sábado, dezembro 14, 2024

É quase Natal, outra vez


O mundo roda vertiginosamente
e o Homem nem se apercebe 
que caminha ainda mais rápido,
no mundo da violência,
das guerras e injustiças.
Nada faz deter a ambição,
a ânsia pelo poder e
pela destruição.

É quase Natal, outra vez.
É tempo de parar para pensar.
Que quero neste Natal?

Ódios, mais violência
ou mais poder?
Presentes caros,
mesas fartas e desperdício?

Tantos, por vezes, bem perto
vivem na agonia,
no desespero, na solidão,
ao abandono, morrendo...

É tempo de dizer: BASTA!
Eu quero um Natal simples,
tranquilo, fraterno,
sem guerras, nem ódios.

É tempo de escutarmos 
a nossa voz interior,
que clama por justiça, solidariedade
e amor entre os homens.

Que finalmente possamos 
viver um Natal com PAZ!


Texto:
Emília Simões
Imagem Google
14.12.2014