quinta-feira, maio 31, 2012

Murmúrios



Nos escombros oblíquos
De almas que se constroem
Transparentes e lúcidas
Distingo na palidez dos rostos,

(Que se revelam incrédulos
Definhados pela amargura
Nas incertezas que persistem,)

Murmúrios imperceptíveis
Em esgaçados lamentos
De existências inatingíveis.

Ailime
31.05.2012
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domingo, maio 27, 2012

Um sorriso



Ontem como hoje
Vi no brilho do teu olhar
A singeleza de ti,
Como se fitasses
As mais altas montanhas
E nelas se revelasse
O que de mais sublime
Habita no âmago do teu ser.

Emocionei-me
Com a transparência
Emanada do sorriso,
Que emergiu da luz
Que te afagou o rosto
E deixou transparecer
A alegria discreta
De uma manhã vencida.

Ailime
13.07.2011
(Reposição)
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terça-feira, maio 15, 2012

Vertigem


Descortino no horizonte

Nuvens azuis e amarelas 

Que me falam de ti

E vigio o retorno dos ventos 

Para afastar a vertigem

Que me abala e aniquila

Em alucinante rodopio

Que molda o meu sentir

E me cerceia no espaço

Do tempo indefinido.

Ailime
14.05.2012

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domingo, maio 06, 2012

Mãe, em dia da Mãe


Mulher do amor e das dores, das lágrimas e sorrisos.
Alimenta-te o instinto divino da criação e
Em ti se concretiza o plano da dádiva maior.


Maravilhoso ser que gera o milagre da vida e
Ama sem medida os seus filhos,
Eternizando em si o Amor.

Mãe, Obrigada, por tudo!


Feliz dia para todas as Mães!
Feliz Dia para todas as Mulheres!
Que Deus a todas proteja!




Que Deus tenha na Sua Eterna Glória
todas as Mães que o Senhor a Si chamou.
Ailime
Maio/2011
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(Reposição)

domingo, abril 29, 2012

Fixo um sinal no horizonte



Fixo um sinal no horizonte

E percorro as intempéries do tempo

Numa indagação constante

Da novidade que tarda;


Mas as transparências definham

E apenas rostos esculpidos

Pelos mares de sal derramados

Me evocam o amanhã

Do futuro que esbocei hoje.

Ailime
Julho/2011
(revisto em Abril/2012)
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quarta-feira, abril 18, 2012

Caminhos


Na singularidade da existência
Movo-me por entre muros
Que me asfixiam os passos
Em apertadas veredas,
Num rumar algo imperfeito.

Descubro sóis para além das ameias
Dos muros que me cerceiam
E aprisiono a luz filtrada pelas sombras
(Das velhas árvores envolventes).

E deixo que a claridade me cinja
Num prenúncio de transformação. 

Ailime
18.04.2012
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terça-feira, abril 10, 2012

Sílabas



Liberto a minha alma

No som do silêncio

Que me envolve

E percorro o tempo

Serenamente

Sondando a infinidade

Na impercetível espera

Da auscultação

Da sílaba

Ocultada nas palavras.


Abril/2010
Ailime

domingo, março 25, 2012

O tempo que passa

 
O tempo que passa, passa e

Como uma brisa leve transporta-me

A outros mundos, a outros sonhos.

Neste ocaso que me enlaça

Tento libertar-me das amarras

Que me prendem e limitam

Deixando-me envolver nas maresias

E ventos suaves das manhãs,

Onde em rodopios pacíficos

Rumarei à liberdade de ser.


Ailime
Agosto/2011
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terça-feira, março 20, 2012

Exulto a Primavera


Exulto a Primavera

No meu canto

Ornado de violetas,

Que dedico aos poetas

Que arquitectam sonhos

Dependurados

Em castelos,

Cativos de memórias

Consistentes.

E alegro-me

Com os campos em flor

E as searas ao vento

Na madrugada de ti.
 
Ailime
Março/2011

domingo, março 11, 2012

Horizonte


Transponho montanhas
De colinas azuis e verdes 
 E descubro sóis inatingíveis.

 O meu olhar perturba-se
E obriga-me a mergulhar
Num mutismo sem limites
Que me asfixia e impele
Para além dos contornos
Indecifráveis
De horizontes longínquos.

Uma aragem desconexa
Arrebata-me e confunde-me
Neste devaneio de mim.


 Ailime
11.03.2012
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