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| Tela de Heinrich Vogeler |
Ainda hoje não sei
o que te perturbava
quando repousavas
nos ombros
a solidão do mundo.
Um rio escorria-te nas faces
as margens
que o teu olhar ausente
absorvia em silêncio.
Ainda hoje não sei,
porque continuam estáticas
aquelas nuvens azuis
como pássaros sem asas
a pairar sobre os teus ombros.
Texto
Ailime
14.04.2015
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