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terça-feira, outubro 29, 2019

A claridade dos dias


Nas horas baças em que o vácuo me cinge os sentidos
procuro-te como se ainda não tivesses aqui estado,
como se uma névoa nos interditasse os olhares
que povoam os nossos sentires corroídos pela ilusão
de quem ainda procura no horizonte um sinal de porvir.

Se nas sombras do outono, as folhas tombam frágeis 
e amarelecidas, para ressurgirem plenas de viço na primavera
também na escureza do inverno irromperá a claridade dos dias.




Texto
Ailime
29.10.2019
Imagem
Google

terça-feira, julho 02, 2019

Rasgo o tempo com os sentidos


Rasgo o tempo com os sentidos
e caminho suavemente sobre as marés
como se as águas me impelissem
a abraçar-te
enquanto os búzios entoam 
a canção do mar
que nos recorda
que as medusas vêm à tona
sempre que dançamos
sobre a proa do barco
enquanto um pássaro
desenha no firmamento
um bailado só para nós.


Texto
Ailime
02.07.2019
Imagem Google


quinta-feira, março 14, 2019

Diante do mar o assombro


Diante do mar o assombro 
Aves errantes em sobressalto 
As marés que murmuram baixinho 
O teu nome 
No princípio da tua voz 
O silêncio a embargar os sentidos 

No cimo da arriba 
O farol antecipa a noite 
Quando a claridade do mar 
Se tinge de púrpura 
A Terra adormece tímida. 



Ailime 
14.03.2019 
Imagem
 Google

segunda-feira, setembro 25, 2017

Nas folhas de outono


Há nas folhas de outono o encanto do pôr do sol.
Os seus dourados e vermelhos lembram o astro rei
quando ao entardecer parece aninhar-se no horizonte
num leito feito de luz que nos extasia o olhar.

A Terra parece respirar silêncio e serenidade
e as gaivotas bailam sobre as marés 
a magia desse momento que atordoa os sentidos,
como se o crepúsculo reacendesse em nós
o anseio de um novo alvorecer.



Texto e foto
Ailime
25.09.2017