Há silêncio quando o sol se põe.
Há silêncio com o espanto
do brotar de uma flor.
Há silêncio na floresta quando as
árvores falam entre si.
Há silêncio quando as aves fazem o ninho.
Há silêncio na frescura das manhãs,
quando a aurora desponta.
Há silêncio quando a terra absorve
a chuva e faz brotar a primavera.
Há silêncio na água que escorre,
plácida, no regato.
Há silêncio nos jardins
quando as flores
parecem dançar
na brisa suave do vento.
Há silêncio quando o poeta
não tem inspiração
e percorre o pensamento
sem encontrar a palavra certa.
Há silêncio quando os rios
tocados pelo azul das nuvens
refletem afetos gravados
nas margens submersas.
Há silêncio
se estivermos atentos,
quando o sol brilha
e ilumina a vida.
Texto
Emília Simões
02.05.2026
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«Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar».C.L.