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sexta-feira, agosto 02, 2019

Meninas de minha mãe




Sabiam a amoras silvestres os nossos lábios
sempre que pela frescura das manhãs
descíamos saltitando de mãos dadas
por caminhos debruados de flores e rio.

Uma rã coaxava…
Um sapo de olhos grandes e salientes
vinha em nossa direção
Que horror! E eu inerte caía no chão.

Pardais, vespas e besouros
em estranha sinfonia
esvoaçavam atrevidos
cativando a nossa alegria.

..............................................

Longínquos esses caminhos
bordados de sol e inocência
de flores e muitas fragrâncias
tesouros que guardo em silêncio.


Texto
Ailime
02.08.2019
(Imagem
Pinterest)




quarta-feira, maio 08, 2019

Nos degraus da casa


Nos degraus da casa 
em escombros 
ouço-te em cada passo 
como se o passado 
se detivesse nas paredes 
caiadas de cinza
onde as andorinhas 
ainda fazem os ninhos. 

À noite os pirilampos 
cintilavam como estrelas 
a bordejar os caminhos 
desfazendo as trevas 
os fantasmas 
as sombras  
que te sobrevoavam  
na escuridão  
que preenchia o silêncio 
ainda mais espesso que a noite. 

Na fugacidade do tempo 
ainda hoje não sei distinguir a luz 
da escuridão. 


Ailime
08.05.2019
Imagem Google

  

domingo, abril 16, 2017

A claridade


Na singularidade da existência
Movo-me por entre muros
Que me asfixiam os passos
Em apertadas veredas,
Num rumar algo imperfeito.

Descubro sóis para além das ameias
Dos muros que me cerceiam
E aprisiono a luz filtrada pelas sombras
(Das velhas árvores envolventes).

E deixo que a claridade me cinja
Num prenúncio de renovação. 

Texto
Ailime
18.04.2012

(Reposição)
Imagem Google

terça-feira, março 05, 2013

A urze e o rosmaninho



A urze e o rosmaninho
Beijavam-te nas manhãs
Douradas pelo amanhecer,
Antevendo-te o futuro
Em silêncios inquietantes
De mundos desconhecidos.

Percorreste caminhos agrestes
Debruados de flores e espinhos
Que te pronunciavam a vida,  
Esculpida em horizontes
De sois cavados nas nuvens
Como luas em mares prateados.

Não foram em vão os teus passos
Nem te foram negados os sonhos,
Foste desfiando a vida,
Em ecos tecidos de luz
E por entre os aromas silvestres
Acolheste em ti o amor.

05.03.2013
Ailime
Imagem Google





quarta-feira, junho 13, 2012

Rasgo caminhos



Rasgo caminhos
Por entre fios de esperança
Que atravessam o universo
E me contam segredos
(De eras que não almejei)
Imersos em brumas
Que adornam as estrelas
Nos horizontes invisíveis
Dos espaços que construí.

Ailime
13.06.2012
Imagem da Net

domingo, março 06, 2011

Uma ténue luz


Quando se conjugam os astros e a chuva cai

Como bênção, lavando a terra e os homens

Que nos seus caminhos transportam pântanos

Em vidas perturbadas por intempéries,

Uma ténue luz me adverte que a Primavera

Alastrará em todo o seu esplendor.

Ailime
06.03.2011
Imagem cedida pela Net