sexta-feira, maio 08, 2009

Cruzo a cidade...


Cruzo a cidade que já não é minha,
Onde me sinto forasteira
Num constrangimento infindo!
Nos olhares que se entrecruzam
Nos rostos, descorados pela fadiga,
Perscruto o indelével sofrimento
Dum amanhã sem retorno.
Ouço passos apressados
De quem deambula sem rumo,
Arrastando crianças em pranto
No meio do caos instalado.
Em esquinas manchadas de dor
Jazem corpos inanimados,
Esperando apenas, talvez
Um gesto, que tardará em chegar.
Ailime
08.05.2009
Imgem obtida na net

7 comentários:

  1. Ai amiga, você escreve muito ricamente.
    Penso que por vezes, talvez agora, esteja um pouco precisando de vida, para me animar, mas sobretudo, esperando o tempo em que o meu desejo de alma mais profundo não tarde em chegar. Saudades, reze por mim, tá!?
    Marii

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  2. Esta muito lindo este poema,
    É verdade também sinto essa sensação quando olho as pessoas na rua, tudo tão pesado, tão distante.

    peço desculpa por responder no teu cantinho ao meu poste, mas achei as tuas duvidas pertinente e por falta de tempo deixei de comentar no meu.

    A não identificação com um problema, não passa por não o resolver ou por nos afastarmos ou deixarmos de nos importar com o que nos cerca, pois se estamos neste mundo para aprender, para perdoar e para amar como ficava então a nossa breve passagem.
    Quando falo na não identificação é em não fazermos dos nossos problemas uma bola de neve onde tanto pensamos na solução nas consequências que o problema se agrava na nossa cabeça, quando estamos perante um problema de outra pessoa temos mais leveza mais discernimento para ver a solução e o resolver sem criarmos tanta dor a nos e quem convive connosco.
    Mais uma vez desculpa amiga
    Tem um bom domingo
    beijinhos

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  3. As andorinhas do Mar chegaram
    Com alegria tatuada nas penas refulgentes
    Soltam chilreados estridentes
    Dançam no azul, rodopiam contentes

    A maresia adormeceu na areia
    O mar transformou-se em espelho de água
    Uma nuvem mirou-se nele
    Verteu uma última gota de mágoa


    Boa semana


    Doce beijo

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  4. Gostei muito da página!


    Beijo

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  5. Boa sorte para este sítio lindo!

    Quanta verdade nas palavras do teu belo poema!

    A dor é uma constante.

    Bjins

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  6. Minha Amiga

    Grata pelo seu comentário. Ainda nem tive quase tempo de respirar porque só mails eram mais de 300. Depois foi r agradecendo a quem já comento porque não passo a vida ao computador - mas quase - estava a programar visitar as restantes pessoas neste fim de semana..devagarinho. É que estou cansada...mesmo! Gostei muito deste poema! Não a sabia tão bem versejar.Parabéns duplos porque este seu novo blog bem como a imagem e a identifica no avatar é simplesmente bela!
    ESpero que tivesse traido o "òscar" o 1º aniversário que tanto trabalho deu... - mail para cá..mail ara lá, porque veio do Brasil, eu só escolhi imagem que achei muito amorosa.
    Bom fim de semana para si também e Bençãos do céu...sem elas é difícil caminhar!

    Abraço meu neste tempo de espera...
    Sempre
    MAriz

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«Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar».C.L.