Tarde sombria, outono no auge.
Folhas caídas, dia escuro e triste.
Folhas caídas, dia escuro e triste.
Em Novembro
sente-se o inverno na alma
e as ruas da aldeia
já não são as mesmas.
sente-se o inverno na alma
e as ruas da aldeia
já não são as mesmas.
Não há crianças a brincar e a saltar;
nem mulheres a conversar junto à fonte.
nem mulheres a conversar junto à fonte.
As flores do campo perderam as cores
e os frutos de outono,
não têm sabor.
e os frutos de outono,
não têm sabor.
Tudo transpira saudade
que se acumula
na neblina que cobre o rio,
que deixou de ser azul.
que se acumula
na neblina que cobre o rio,
que deixou de ser azul.
As casas apalaçadas, vazias,
fechadas por muros e portões,
são agora casas de férias,
mas cheiram a mofo.
Ali onde nasci, vivi e cresci
é agora uma ilha isolada,
sem cor, sem sabor, sem cheiros.
é agora uma ilha isolada,
sem cor, sem sabor, sem cheiros.
Nas antigas casas velhas
que resistem no fundo da rua,
ainda palpitam dois corações,
que jamais se apartarão de mim.
que resistem no fundo da rua,
ainda palpitam dois corações,
que jamais se apartarão de mim.
Em Novembro, vos escrevo:
queridas mãe e avó,
com todo o meu amor.
queridas mãe e avó,
com todo o meu amor.
E saudade.
Texto e foto
Emília Simões
07.11.2026
Emília Simões
07.11.2026
