Passo à tua porta.
Subo, pedra a pedra, os anos
e já não vislumbro
o teu rosto,
que sorria para mim
assomando ao postigo
quando, aos saltos,
corria para o teu colo.
Tu, sempre, de braços estendidos.
A rua já não tem pedras.
Vestiu-se de negro.
À noite os pirilampos
já não a bordejam
como outrora, quando
me alumiavam o caminho.
O progresso passou por ali
e tu, já não estás!
Texto e foto
Emília Simões
Emília Simões
20.06.2026
Imagem Google
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«Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar».C.L.