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Na aridez dos dias
em que as manhãs acordam
sem horizontes definidos,
penumbras toldam os olhares
que sobre os barcos estendem as mãos vazias,
na procura do tudo e do nada
do tanto e tão pouco
num rio em chamas
entre margens geladas
num silêncio profundo
coberto de limos.
Ao longe, um estrondo, um gemido.
O mundo a desmoronar-se
sobre os barcos desfeitos
submersos nas cinzas
espalhadas no dorso do rio.
Texto,
Emília Simões
13.6.2026
Emília Simões
13.6.2026
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«Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
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