terça-feira, março 29, 2022

O meu rio é azul



O meu rio é azul como o céu,

mas nem sempre viajo nas suas águas.

Os barcos há muito que estão atracados

e nem o vento os embala

como nos tempos remotos

da transparência das águas

e da abundância de peixe.

Os pássaros voejam nos choupos

e cantam sobre as escarpas

a claridade da primavera;

os barcos não se movem

e os peixes ausentes.

No lodo do rio, repousa

a insensatez do homem.


Texto e foto
Ailime
29.03.2022


24 comentários:

  1. Boa tarde de paz, querida amiga Ailime!
    Ante a tanta insensatez, não tem como navegar tranquilo pelos mares da vida.
    Tenha uma tardinha e noite abençoados com paz!
    Beijinhos com carinho de gratidão e estima

    ResponderEliminar
  2. Foto e poema encantadores de ver e let.
    Cumprimentos

    ResponderEliminar
  3. Lindo poema e triste o que nos traz de efeitos a insensatez humana! beijos, chica, tudo de bom!

    ResponderEliminar
  4. Poema realista e muito triste.
    Muito bem escrito e com uma foto muito bela.
    Boa semana com muita saúde e harmonia.
    Um beijo
    :)

    ResponderEliminar
  5. É a tristeza em que a humanidade nos deixa. Até ao nosso rio azul faltam os peixes e os barcos não fazem a viagem que desejamos. Como se a insensatez dos homens proibisse tudo o que é belo.
    Lindíssimo, minha Amiga Ailime.
    Muita saúde.
    Um beijo.

    ResponderEliminar
  6. A insasatez do homem, do ser humano, é o grande responsável pela degradação do planeta, e pelas guerras que proliferam em vários cantos do mundo, como acontece neste momento na Ucrânia.
    Poema oportuno, e que muito gostei.

    Continuação de boa semana, amiga Ailime.

    Beijinhos.

    Mário Margaride

    http://poesiaaquiesta.blogspot.com

    ResponderEliminar
  7. Fantástica publicação. Belo poema!
    *
    A inocência, em voz sentida

    Beijos. Boa tarde!

    ResponderEliminar
  8. Pois é verdade. Nós damos cabo de tudo! A maneira como vivemos não é sustentável. Se tu notas as diferenças entre agora e a infância no teu rio, imagina como estará daqui a mais 50 anos! Mudar não é só exigir aos governos, é todos nós mudarmos a nossa maneira de viver e de pensar. Beijinhos

    ResponderEliminar
  9. Olá, Ailime, gostei muito desse seu poema, com muita delicadeza e melodia, que não esquece a Primavera.
    Meus parabéns, minha amiga poeta.
    Uma ótima semana, com saúde, alegria e esperança.
    Beijo

    ResponderEliminar
  10. Um bonito poema que vim cá conhecer!
    Isabel Sá
    Brilhos da Moda

    ResponderEliminar
  11. Mas os seus poemas sáo wncantadores, amiga
    de uma fluència e sensibilidade notáveis, de que gosto muito

    beijo

    ResponderEliminar
  12. Não há vida onde a poluição predomina...
    Excelente poema, os meus aplausos para a sua inspiração e talento.
    Continuação de boa semana, amiga Ailime.
    Beijo.

    ResponderEliminar
  13. Linda foto e poema que apela à conservação do belo!👏😘

    ResponderEliminar
  14. Poema em que expressa a tristeza que a poluição
    vem inundando os nossos rios, matando toda a
    hipótese de vida nas suas águas.
    A Primavera estação de renovação não é suficiente
    para vencer tanta insensatez.
    Beijos
    Olinda

    ResponderEliminar
  15. Mudanças que nos fazem sentir saudade do antes. A preservação é importante, mas quanto descuido há por aí e por cá. As lembranças do rio azul são fortes neste lindo poema.
    Feliz Abril! Em todo tempo Deus é bom, fiel e justo. Bjs

    ResponderEliminar
  16. Passando por aqui, relendo este belo poema que gostei, e desejar um feliz fim de semana.
    Beijinhos!

    Mário Margaride

    http://poesiaaquiesta.blogspot.com

    ResponderEliminar
  17. A beleza da natureza em contraposição com a poluição. Um poema muito atual.
    Abraço, saúde e bom fim de semana

    ResponderEliminar
  18. Foi um prazer ler este poema tão expressivo no que concerne
    à destruição da pureza do que é belo e natural...
    Gostei muito, Ailime.
    Um Abril muito feliz. Bom fim de semana. Abraços.
    ~~~~~~~~~~~~~~~~~~

    ResponderEliminar
  19. Que belo, Ailime, a poluição dos Rios pelas mãos dos humanos é vergonhosa, vi hoje a matéria do Jornal Nacional na televisão que nunca tinha visto na vida! E depois se queixam das enchentes, não entendo isso...Um feliz domingo, Ailime, saúde a toda família!
    Beijinho!

    ResponderEliminar
  20. Boa noite Ailime,
    Passando por aqui, relendo este lindo poema que muito gostei, e desejar uma excelente semana, com muita saúde.

    Beijinhos!

    Mário Margaride

    http://poesiaaquiesta.blogspot.com

    ResponderEliminar
  21. O poema e a imagem são lindos, minha amiga! Quem nos dera, pudesse realmente repousar no lodo dos rios a insensatez do homem! Meu abraço, boa semana.

    ResponderEliminar
  22. Belo poema que traz beleza, mas tambem a insensatez humana que destroi. bjsss

    ResponderEliminar

«Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar».C.L.