sábado, outubro 17, 2015

Que se faça silêncio


Que se faça silêncio em teus ecos
E os ventos não te arrastem
Pelos bancos alagados dos jardins
Onde jaz a solidão das folhas

Que as tuas mãos, macias
Como musgo a revestir os muros
Se elevem até onde a luz se detém
Suspensa em pequenos galhos trémulos

Que os rios e os mares de algas imperfeitas
Deixem que os búzios regressem à praia
Onde outrora deixaste esculpida
A claridade dos gestos


Texto
Ailime
Imagem Google
17.10.2015

13 comentários:

  1. Que belo poema!! Amei

    Uma noite sábado feliz
    Beijinhos

    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

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  2. Adorei o poema e a foto, simplesmente MA-RA-VI-LHO-SA!!! parabéns! bjs, chica

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  3. Li e reli para captar os sentimentos...
    Profundo, hein?!
    O silêncio fala e diz coisas valiosas...
    Beijinhos neste domingo... (Aqui agora horário de verão, uma hora a mais)

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  4. O silêncio às vezes é primordial para calar o eco de vozes internas.
    Um abraço

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  5. Bom dia Ailime.
    Que poesia linda amiga, o silencia as vezes fala aos nossos corações. Uma imagem maravilhosa. Feliz segunda- feira. Beijos.

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  6. Belíssimo, Ailime! Quantas vezes, amiga, é no silêncio que ouvimos a voz dos nossos corações! Boa semana, fica bem.

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  7. Que a poesia nunca acabe e a criatividade nao esmoreça! Bj

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  8. Pressente-se "a claridade dos gestos" nas mãos predispostas para as palavras "onde a luz se detém". Magnífico poema, Ailime.
    Um beijo.

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  9. Lindo e encantador poema,gostei imenso,feliz resto de mês de outubro para ti!!

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  10. Boa semana, minha amiga; aguardo o próximo post!

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  11. Bonito poema e a imagem também. Uma ótima semana.

    Isabel Sá
    http://brilhos-da-moda.blogspot.pt

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  12. Odeio o silêncio,o silêncio é apenas bom para uma coisa,é bom para dormir mas como eu sou daquelas que durmo pouco,prefiro mil vezes mais o barulho,sou viciada em música!! http://cenasemaiscenas29.blogspot.pt

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  13. Cara Ailime,

    Este seu poema foi lido no InVersos:

    https://invers0s.wordpress.com/2016/09/10/inversos-ailime-que-se-faca-silencio/

    Com Consideração,
    Rui Diniz
    InVersos

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«Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar».C.L.