terça-feira, março 11, 2014

Na ausência da luz


Na ausência da luz
Mergulho no deserto
E as trevas instalam-se
Como sombras que o vento
Me impele a romper

Sob o sol escaldante
A sede assola-me o vazio
E rasga-me o âmago
Na travessia infindável

No silêncio das dunas
Uma aragem cálida
Sussurra-me a fonte
Do tempo que urge

Vislumbro o oásis
Na miragem que cega
A escuridão dissipa-se
No fulgor da manhã.

11.03.2014

Ailime
Imagem Google

7 comentários:

  1. Ailime Amada... Estou aqui "virada" no fuso horário... Como diz meu filho, precisamos "forçar o organismo" p que ele mude o ritmo... Ainda não peguei o jeito... Rsss...
    Lindo!! "Vislumbro o oásis/ Na miragem que cega/ ...A escuridão dissipa-se/ No fulgor da manha."
    UM ABRAÇO

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  2. Corremos atrás das sombras para encontrar a luz que perdemos e que em cada manhã se renova...
    Beijos.

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  3. Maravilhosa poesia e quando a luz aparece, milagres dia a dia! beijos,chica ,mais uma poesia lindíssima!

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  4. Não há sombra sem luz

    Bjs

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  5. Sabe que o deserto é todo um mundo?...

    Beijinho assim... verde de um amarelo de esperança :)

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  6. Precisamos de luz...
    Ainda bem que existem sempre manhãs.
    Belíssimo poema, gostei imenso.
    Ailime, tem um bom resto de semana.
    Um beijo.

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  7. É preciso fazer a travessia ao encontro da luz.
    bjs.
    Divino!

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«Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar».C.L.