sexta-feira, novembro 19, 2010

É Outono avó…

É Outono avó…
E as folhas continuam a cair.
O meu coração transborda de emoções
Nas memórias do nosso tempo.
O vento sopra e ouço ao longe
O eco da tua voz a chamar-me
Como se me quisesses dar colo outra vez.
- Sim avó, eu vou já.
Deixa-me brincar mais um pouco,
Deixa-me ficar contigo
À lareira onde o fogo crepita
A chama do teu amor.
Em Novembro, daqui a dias….
Deixaste-me num mar imenso
De onde ainda emergem
As gotículas que durante horas a fio
Teimavam em soltar-se desse mar.
Sim, eu sei que aquela estrela
Que observo em cada manhã
É a tua alma a brilhar, a sorrir
Para me dar alento, para me consolar.
Sim, avó vou tentar que o mar não
Me alague de novo.
Vou estar aqui a recordar-te.
Sim, a recordar-te sempre,
Até que nos voltemos a encontrar.

Ailime
19.11.2010

Imagem cedida gentilmente pela Net



7 comentários:

  1. Lindo poema cheio de Esperança, de calor e de recordações...
    Um passado brilhante, um presente cheio de folhas caidas, e um futuro cheio de esperança que anima este mês de Novembro ao calor da fogueira.
    Paz de Deus
    Beijinhos da Utilia

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  2. É sempre muita emoção a perda de uma avó/avô.
    Normalmente é a nossa primeira experiência em perder alguém que nos é muito querido/a e que não pensamos que isso possa acontecer...pela nossa tenra idade e imaturidade.
    Tudo isto, claro, quando há normalidade na sequência de perdas na família.
    Ainda hoje, em todas as missas, recordo um por um, esses momentos, essas perdas...e os ensinamentos que me deixaram.
    Que seja bem tarde esse reencontro em nossas vidas...somente quando ELE o entender.
    Um lindo poema...muito belo, muito sentido.
    Bj. com muito carinho.
    Mer

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  3. Que gracinha essa homenagem a tua avó querida. Eu também amava a minha avó Ermelinda. Beijão!

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  4. Teu poema tem cheiro de saudade e de cores que são circlicas na vida, e a vida é esse começo, meio e fim, que encanta e inveja os deuses..
    Parabéns pela beleza do lugar.
    Que seja perfeita tua semana

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  5. Um poema cheio de doçura.

    Também gosto de recordar a minha avó que liderou na minha infância.

    Beijinhos

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  6. Amiga que doçura as suas palavras trazem sempre para sossegar nossas exaltações obrigado eu nunca a esqueço jamais.Beijinho

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  7. A ternura que brota das palavras, a poesia revelada num Outono doce.
    Um beijo,
    Chris

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«Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar».C.L.